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CORONAVÍRUS | BLUMENAU

Após decreto de reabertura do comércio, Blumenau mais que dobra casos de coronavírus

quarta-feira 29 de abril| Edição do dia

No último dia 13 de abril havia 68 casos confirmados de COVID-19 quando o comércio reabriu por decreto estadual do governador Carlos Moisés (PSL). No dia 28 de abril, 15 dias após, foram notificadas 177 pessoas infectadas, uma alta de 160%. A própria prefeitura atribui o aumento no número de casos confirmados à reabertura do comércio e à realização de mais testes. Porém, ainda não confirmam se este aumento está relacionado à reabertura dos shopping centers na cidade desde o último dia 22, quando foi visto em diversos vídeos nas redes sociais aglomerações de pessoas, muitas delas inclusive sem máscaras. O comércio de rua reabriu no mesmo dia do decreto estadual. Os shoppings reabriram dia 22, quando tinham 81 casos confirmados. E dia 28 de abril esse número saltou para 177, ou seja, em 6 dias mais que dobrou os casos confirmados para COVID-19.

Essa política de relaxamento do isolamento social está vinculada em várias regiões do país aos interesses empresariais, que visam não perderem mais seus lucros e querem que os trabalhadores voltem a trabalhar, sem nenhuma garantia de segurança, sem EPI’s adequados e sem testagem massiva da população para fazer uma quarentena racional. Sem essas garantias jogam à sorte seus funcionários e também o restante da população que não consegue sequer o direito ao auxílio emergencial de R$600,00 tendo que enfrentar muita burocracia para sacar nas agências bancárias, formando assim também aglomerações.

Flavio Dino (PCdoB), governador do Maranhão e Fatima Bezerra (PT) governadora do Rio Grande do Norte já sinalizaram que também pretendem afrouxar o isolamento e iniciar uma reabertura do comércio em seus respectivos estados. Sinalizam à favor dos empresários e comerciantes locais enquanto a população pena em conseguir atendimento adequado nos hospitais, pena em ter acesso à EPI’s de qualidade, pena em ter acesso a testes. Uma sinalização à burguesia de que farão de tudo para manter seus lucros intactos. Em contrapartida os trabalhadores e o povo pobre estarão à sorte.




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