Política

GOVERNO TEMER

Após cirurgia, retorno de Padilha ao governo é incerto e promete mais instabilidade

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, passou por uma intervenção cirúrgica de próstata na tarde desta segunda-feira (27). Após declarações de Yunes confirmando que o ministro o havia pedido para receber um pacote do doleiro Lúcio Funaro, Padilha pediu afastamento médico. O seu retorno ao governo Temer, no entanto, segue incerto.

segunda-feira 27 de fevereiro de 2017| Edição do dia

A informação da cirurgia de Padilha foi divulgada pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, onde ocorreu o procedimento.

Enquanto ministro da Casa Civil, Padilha trabalha como braço direito de Temer, em especial na aprovação dos ataques aos trabalhadores e jovens, como a escandalosa Reforma da Previdência. Após tais declarações de Yunes, sua existência no governo resulta ainda mais instabilidade política.

Ele, assim como outros membros do governo golpista que já abandonaram o barco após terem seus escândalos de corrupção revelados, tornou-se uma peça instável no jogo golpista de aprovação dos ataques, o que pode comprometer ainda mais o já desgastado governo Temer, este que praticamente a cada semana tem um de seus membros adicionados à fogueira da Lava-Jato.

O retorno de Padilha poderia ter altos custos ao governo, ao mesmo tempo em que seu afastamento definitivo não resulte favorável para a aplicação dos ataques desejados pelos golpistas a serviço da burguesia, dos empresários e dos banqueiros.




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