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Após anos de descaso, maior rodoviária do DF está prestes a desabar

Na semana passada, a Rodoviária do Plano Piloto foi interditada por existência de riscos de desabamento iminente. De acordo coma NOVACAP, empresa pública responsável pelas obras do DF, há fissuras em toda a estrutura da construção que “foram classificadas como críticas”, com a forte possibilidade de um colapso total.

sexta-feira 5 de julho| Edição do dia

Na semana passada, a Rodoviária do Plano Piloto foi interditada por existência de riscos de desabamento iminente. De acordo coma NOVACAP, empresa pública responsável pelas obras do DF, há fissuras em toda a estrutura da construção que “foram classificadas como críticas”, com a forte possibilidade de um colapso total. A nota técnica elaborada pela companhia contém uma lista extensa de descasos, que inclui “problemas de infiltração e com a estrutura do reservatório de incêndio, corrosão nos guarda-corpos dos viadutos, fissuras de vigas e lajes”.

Essa não é a primeira vez que o maior terminal de transporte urbano de Brasília é fechada. Em outubro do ano passado, partes do local tiveram que ser interditadas após o rompimento de cabos de sustentação da plataforma B. Não bastasse a trajetória de abandono que é motivo de sofrimento para mais de 700 mil trabalhadores que passam todos os dias por ali, agora ainda querem que isso vire lucro.

Afinal, no começo de junho, o governador do DF, Ibaneis Rocha, anunciou que planejava entregar toda o espaço para a iniciativa privada, dentro de um pacote de privatizações das empresas públicas do DF. Segundo seu discurso demagógico, a ideia é “transformá-la em um grande shopping, onde as pessoas tenham realmente acessibilidade e condições de manutenção”. Fica implícito na sua fala que se trata de um projeto higienista, na medida em que as pessoas que terão “realmente acessibilidade” não serão aquelas que vivem sob as marquises da rodoviária.

É com base nesse plano de privatização que as obras que começarão esse final de semana devem ser interpretadas. O rápido interesse do governador em consertar a Rodoviária não tem nada ver com um cuidado com a população, mas sim com os bolsos dos empresários que em breve vão ser donos do local.

Os trabalhadores não podem depositar nenhuma confiança em Ibaneis, uma vez que ele próprio faz parte da elite para quem governa. Ele além de não se importar com que o teto da Rodoviária cai nas nossas cabeças, Além disso, trata-se do líder do bloco de governadores que defendem com unhas e dentes a aprovação da Reforma da Previdência. Ou seja, se não morrermos com o teto da Rodoviária caindo sobre nossas cabeças, Ibaneis pretende que nossa morte venha do trabalho exaustante até o fim da vida.

A vida não pode continuar como se nada estivesse acontecendo, ainda mais para os rodoviários que serão os mais afetados com o colapso da construção. É necessário que o sindicato da categoria apresente um plano de lutas para mobilizar a sua base. Basta unir a força desses trabalhadores com os metroviários que já estão greve para colocar o reacionário Ibaneis definitivamente contra a parede.




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