Sociedade

GUARANI-KAIOWÁ

Após 44 dias do assassinato de índio Guarani-Kaiowá, fazendeiros envolvidos são presos

Cinco fazendeiros suspeitos de envolvimento no assassinato de um e deixar feridos gravemente a tiros vários índios Guarani-Kaiowá, foram presos nesta quinta (18) pela Polícia Federal. Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça Federal em Dourados em 5 de Julho, porém, foram cumpridos apenas 44 dias depois do assassinato.

quinta-feira 18 de agosto| Edição do dia

Os mandados de prisão preventiva expedidos a pedido do MPF, fazem parte da força-tarefa “Avá Guarani”, criada para investigar o assassinato ocorrido. De acordo com o MPF, “os fazendeiros teriam envolvimento direto com o ataque e podem incorrer nos crimes de formação de milícia privada, homicídio, lesão corporal, constrangimento ilegal e dano qualificado”. Os nomes citados são: Jesus Camacho, Nelson Buianain Filho, Virgílio Metifogo, Eduardo Yoshio Tomanaga “japonês” e Dionei Guedin (considerado foragido), além de um dos capangas conhecido como Paulo Sérgio.

O ataque ocorreu na cidade de Caarapó (MS), que fica a 273 quilômetros da capital Campo Grande, na fazenda Yvu. Tal fazenda incide diretamente sobre o território Indígena Dourados Amambaipeguá, onde em 12 de Junho índios da comunidade Tey Kuê, da etnia Guarani-Kaiowá, decidiram lutar por sua terra e ocuparam o território. Após a ocuparem informaram a Polícia Federal que o proprietário poderia retirar, em até 24 horas, o gado e seus pertences do local.

De acordo com nota de Procuradoria, no dia 14 de Junho (2 dias após a ocupação), os fazendeiros junto a cerca de”200 a 300 pessoas ainda não identificadas”, fortemente armadas, com mais de 40 caminhonetes e uma pá carregadeira, cercaram o local e começaram a disparar contra os índios. Na ocupação, havia um grupo de cerca de 50 índios, oito foram feridos e um morreu. Um dos atingidos continua internado podendo aumentar a quantidade de sangue nas mãos deste assassinos.




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