REACIONÁRIO

Após 1° turno, Bolsonaro fala em acabar com ativismos no Brasil

Após o primeiro turno das eleições, o reacionário candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), declarou em discurso publicado na internet que iria acabar com todos os ativismos do Brasil, criticou a urna eletrônica e afirmou que em seu governo “teremos no máximo quinze ministérios”.

segunda-feira 8 de outubro| Edição do dia

Após o primeiro turno das eleições, o reacionário candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), declarou em discurso publicado na internet que iria acabar com todos os ativismos do Brasil, criticou a urna eletrônica e afirmou que em seu governo teria no máximo quinze ministérios.

Bolsonaro contou com um grande apoio de instituições do regime como o judiciário, mídia e forças armadas, marcando uma grande manipulação das eleições, e teve por volta de 47% dos votos no primeiro turno. Após o resultado, o candidato reafirmou o discurso sem fundamentos de que as urnas eletrônicas não são um sistema íntegro, mas não se opôs ao absurdo que foi o Supremo Tribunal Federal impedir 3,4 milhões de pessoas de votar por conta do cadastro da biometria, o que afetou principalmente o Nordeste.

Em seu discurso depois da apuração das urnas, o candidato deixou mais uma vez muito explícito que será um verdadeiro inimigo das mulheres, negros, trabalhadores e do povo pobre e evidentemente da esquerda. Afirmou que de 150 estatais, aproximadamente, no primeiro ano no mínimo 50 serão privatizadas ou extinguidas, simplesmente.

Declarou abertamente sua defesa de que “o agronegócio tenha segurança jurídica”, expressando sua coligação com as bancadas da bala, do boi e da bíblia, que depositam suas esperanças de ajustes contra a população no candidato. Dentre todos os absurdos citados, Bolsonaro também afirmou que irá acabar com “todos os ativismos” no Brasil. Ainda sem deixar completamente claro, sinaliza sua disposição em ir contra os métodos históricos de luta dos trabalhadores como as greves.

Nesse cenário de avanço da extrema direita se faz completamente necessário que retomemos os sindicatos e entidades estudantis, para que em cada local de trabalho e estudo se discuta como derrotar de fato o odioso Bolsonaro, com uma política de independência de classe. A luta contra a direita vai para além das urnas e, diferente do que o PT tenta construir hoje, o combate não se dá apenas pelo voto. É preciso reunir uma força militante que se prepare desde já para as batalhas que virão.




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