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Apoio popular à greve do metrô obriga imprensa a divulgar a opinião dos trabalhadores

quinta-feira 18 de janeiro| Edição do dia

Muitas notícias estão sendo divulgadas pelas mídias sobre a greve dos metroviários de São Paulo, entretanto o foco destas é sempre para tentar criminalizar os trabalhadores e colocar a salvo os lucros dos empresários e os ataques do governo contra a população.

Mesmo antes da decisão tomada em assembleia ontem (17), os metroviários já estavam pedindo o apoio da população para unificar as lutas contra as demissões, privatização das linhas 5-lilás e 17-ouro e contra o aumento da tarifa.

Hoje (18) cedo, vários metroviários conversavam com os usuários que chegavam até as estações e falavam sobre o real motivo da greve, sendo até aplaudidos pela população. Com isso, a mídia que ali estava presente foi obrigada a divulgar as posições dos trabalhadores.

Veja abaixo o apoio da população à greve dos metroviários, na cobertura do Esquerda Diário:

Tanto Altino de Melo, Operador de Trem da linha 1 – Azul e integrante da CSP Conlutas, quanto Felipe Guarnieri, Operador de Trem da linha 1 – Azul e Diretor da FENAMETRO, tiveram suas falas divulgadas pela Vejae Estadão.

Em ambas as mídias foram divulgadas o posicionamento de Guarnieri sobre os ataques que o governo vem fazendo para a categoria, para os transportes e para a população e o convite a população a apoiar a luta.


Cobertura da Veja


Cobertura do Estadão

A divulgação das reais motivações da greve, a partir de falas de figuras da categoria, só evidencia que o apoio popular é tão grande ao ponto de quebrar o cerco destas imprensas, que fazem o trabalho sujo de se alinhar com os governos para que os ataques à classe trabalhadora sejam realizados. Assim, esta divulgação mostra a força que esta luta tem e, com isso, reforça a necessidade de unificação de todas as lutas para impedir a venda dos transportes!

O Operador de trem Felipe Guarnieri respondeu o governador Geraldo Alckmin, que defendeu a privatização do metrô sugerindo que os metroviários da Linha Amarela privatizada não tem direito de greve.

Como disse Marília Rocha, diretora do Sindicato dos metroviários de SP: "Enquanto estiver nas mãos dos governos dos empresários e dos capitalistas, um serviço estratégico como o do metrô, numa grande metrópole como São Paulo, sempre apresentará problemas como a precarização do transporte, aumento de tarifas e a superlotação. Defendemos que o metrô seja 100% estatal, sem nenhuma participação de empresários, que só querem lucrar com nossas tragédias. Essa estatização deve ser completa, sem nenhuma indenização aos capitalistas. Mas isso não basta: para estar realmente a serviço da população, deve estar controlado pelos trabalhadores do transporte e usuários, auto-organizados em comitês operário-populares, que definam toda a planificação da malha metroviária (para onde devem ir os novos trechos, as novas linhas para atender as populações mais afastadas, que não tem acesso a esse serviço, onde investir a verba pública, etc). Os trabalhadores e usuários são os únicos que podem colocar o transporte a serviço da maioria da população trabalhadora, porque sabem o que é necessário ao utilizar e trabalhar neste serviço todos os dias."

Para continuar informado pela esquerda, sabendo realmente o que vem acontecendo na greve dos metroviários de São Paulo, acesse aqui.




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