Política

CASSAÇÃO DE CUNHA

Apesar do cenário desfavorável, Cunha e Aliados articulam uma pena alternativa.

Apesar do cenário desfavorável, o ex – presidente da Câmara Eduardo Cunha e seus aliados continuam articulando uma forma de aprovar em plenário uma pena alternativa à cassação do mandato. A maioria absoluta dos deputados federais já declarou que votará pela cassação do peemedebista, na sessão marcada para a próxima segunda – feira, 12 de setembro.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

quinta-feira 8 de setembro| Edição do dia

Os aliados usam como argumento o julgamento no Senado da ex–presidente Dilma Rousseff, que a tirou da presidência, mas a deixou elegível para cargos públicos. Caso a tese do fatiamento prospere, pode haver mudança no caso de Cunha: entre os que não definiram sua posição sobre a cassação do mandato do peemedebista. Vários deputados dizem que concordariam com uma pena mais branda ou com a manutenção dos direitos políticos.

A situação do golpe deu novo ânimo aos defensores do deputado, que agora entendem que são possíveis emendas e destaques ao relatório aprovado no Conselho de Ética. Caso esse entendimento prevaleça, pode ser aprovada uma pena mais branda, como a suspensão do mandato por meses ou a cassação, sem a perda dos direitos políticos por oitos anos.

Apesar da situação complicada, o placar não é mais amplo porque Cunha mantém aliados fiéis em partidos do centrão e no PMDB, partido ao qual é filiado. O bloco em defesa de Cunha se concentra nos seguintes partidos: PMDB, PP, PR, PSD, PRB, PTB e SD. Só no PMDB e no PP, cerca de 80% dos deputados não se declararam a favor da cassação.

A cassação de Eduardo Cunha foi uma manobra dos golpistas para dar uma aparência democrática para o golpe institucional. Agora que esta manobra reacionária foi consolidada no Senado, os golpistas estão fazendo mil manobras no Sendo para procurar salvar Eduardo Cunha retrocedendo na política de dar aparência democrática a este impeachment.

Isso mostra que se depender dos políticos e dos juízes como Sergio Moro, a impunidade de políticos como o Eduardo Cunha estará garantida. Conforme denunciamos em outros artigos neste site, a direita que saiu nas ruas gritando ‘’somos milhões de Cunha’’ é corrupta e participou dos mesmos esquemas de corrupção que o PT esteve envolvido, e com o golpe querem uma fatia maior dos esquemas espúrios que saem do congresso.

Assim como os demais partidos da ordem, a crise política que o país esta vivendo também atinge o centrão. Punir Eduardo Cunha com a perda do mandato e a cassação dos direitos políticos, seria desgastar uma ala do congresso que tem milhões de ligações com empresários e elites oligárquicas regionais. Para os políticos burgueses, esta ala é extremamente importante para que aconteçam acordos e a política do toma – lá – da – cá.

Mas conforme denunciamos em outros artigos aqui, tanto na Câmara dos Deputados e no Senado existem milhões de Cunhas. Quem está investigando Eduardo Cunha é a Lava Jato, a mesma turma do Sergio Moro que devolveu o passaporte para a Mulher do ex – presidente na Câmara envolvida nos escândalos do marido. Sabemos que por trás deste cenário, o presidente golpista Michel Temer, anunciou inúmeras medidas de ajuste que está agradando o imperialismo, e com isso a Lava Jato que chegou resvalar sobre o PMDB teve que retroceder.

Para combater a impunidade dos políticos e juízes dos ricos, somente com uma Assembleia Constituinte imposta pela luta dos trabalhadores e demais setores populares da sociedade. Para isso é preciso um plano de luta que ponha abaixo este governo golpista e que se enfrente contra as medidas de ajuste e privatizações colocadas em curso por este governo.




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