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Apesar de desmonte de Zago, Hospital Universitário é bem visto pela população

A Universidade de São Paulo sofreu diversos ataques durante a gestão do reitor Marco Antonio Zago. A reitoria sob comando dele, foi responsável por implementar diversos cortes através do Programa de Demissão Voluntária, que ocorreu em duas etapas por toda a universidade, tentativa de fechamento de creches e também um sucateamento brutal do Hospital Universitário (HU).

segunda-feira 16 de outubro| Edição do dia

Para Zago, o HU é uma das maiores despesas da Universidade, chegando até a chamar o hospital de “parasita”. Seu projeto de sucateamento tenta dar base para seu planejamento: repassar o hospital para a Prefeitura, por meio de uma organização social (OS). Zago desconsidera por completo os dois principais papéis que o hospital desempenha: é um local onde a população da região, principalmente das comunidades pobres, funcionários e estudantes em geral podem buscar um atendimento de qualidade; e também um lugar onde os alunos de diferentes cursos da saúde, realizam uma parte importantíssima de sua formação profissional.

Com os pedidos de demissão voluntária de Zago, o Hospital Universitário passou por diferentes situações: os cargos dos 18 médicos e 200 funcionários do hospital de diferentes setores, como laboratório, administração, nutrição, entre outros, que saíram não foram preenchidos, deixando o hospital com um menor contingente de trabalhadores e diminuindo a qualidade do atendimento. Parte dos trabalhadores sairam pelas condições de trabalho terem se tornado completamente adversas, com muito mais trabalho pra muito menos pessoas.

Mobilização pela defesa do Hospital Universitário

Diversas pessoas vêm se mobilizando, entre estudantes, trabalhadores e usuários, para impedir o grande ataque que Zago aplica sobre a universidade. Alunos organizaram manifestações, tentando explicar pra população o que de fato está acontecendo; e trabalhadores compuseram uma forte greve em 2014; e o Coletivo Butantã na Luta encomendou uma pesquisa do Instituto Opinião, que ficará pronta amanhã (17), e seus resultados serão apresentados em entrevista coletiva.

A pesquisa dirigida pela socióloga Rachel Moreno foi feita em duas amostras: 300 moradores da região e 30 funcionários. As perguntas giram em torno da qualidade de atendimento e de como as pessoas vêm a atual situação do hospital. A maioria dos entrevistados dos dois tipos de amostras não tem convênio médico (65% dos moradores, e 58% dos funcionários) e já usou o HU (60% dos moradores, e 79% dos funcionários).

Alguns dados preliminares da pesquisa relacionam a imagem positiva do hospital ao bom atendimento para 32,3% da população e 47% dos funcionários; assim como os aspectos negativos, com razões como demora, aumento de espera, dificuldade de marcar consultas, refletem o processo de precarização do hospital e a como a população sente esse problema.

A pesquisa será divulgada nesta terça-feira, 17 de outubro, no anfiteatro da História, na FFLCH, campus da Cidade Universitária.




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