Política

Apesar de Força Sindical ter se ajoelhado aos pés do governo, imposto sindical será cortado

A Força Sindical, a enorme central sindical que negociou ajoelhada condições para sua própria sobrevivência,em detrimento das condições de vida dos trabalhadores, agora se vê traída por seus próprios companheiros: Temer Sancionou a Reforma Trabalhista e Rodrigo Maia sinaliza contra MP que garantiria o Imposto Sindical.

quinta-feira 13 de julho| Edição do dia

No dia 5 de Julho, Temer se reuniu com representantes da Força Sindical para negociar um acordo por fora da aprovação da reforma trabalhista que seria feita através de Medida Provisória, contando com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia para colocar a medida que na pratica retomaria uma das maiores fontes de financiamento dos sindicatos: o imposto sindical.

Rodrigo Maia, porém, se coloca em desacordo com o que foi firmado entre a Força Sindical e Temer, sua posição é de se alçar como possível presidenciável num momento em que Temer balança no cargo, sua posição sempre foi de se colocar "pró mercado" de maneira clara, agora mais do que nunca adota uma postura de rigidez com relação as reformas, prometendo não aceitar nenhuma alteração nas mais de 100 modificações que puseram fim a CLT.

Com a sanção presidencial da reforma trabalhista por Michel Temer e com Rodrigo Maia indicando tal caminho contrário ao acordão entre a força e o golpista toda sabotagem, ganancia e traição da Força Sindical que se desenhou explicitamente nos últimos tempos não servirão de nada, nem mesmo seu objetivo mesquinho de garantir seu imposto sindical obrigatório conseguirão obter, os traidores se voltam contra a classe trabalhadora e são golpeados por aqueles que confiaram tão cordialmente.

Após a aprovação da Reforma soltaram nota de apoio ao governo, para a Força Sindical não importa que os trabalhadores tenham que trabalhar 12 horas por dia, tenham suas férias, com contratos de trabalho flexíveis e sem garantias, além do horários de almoço e até salário sendo "negociados". O que importa para tais traidores da classe trabalhadora é o mantimento de suas regalias e do imposto sindical, os trabalhadores estão muito longe de serem prioridade para essa corja.

A greve geral do 30 de Junho foi abertamente sabotada pela central sindical, não se repetiu a força da mobilização do dia 28 de Abril por conta de seus escusos interesses e a conivência de outras grandes centrais sindicais como CUT e CTB, mais interessadas em defender Lula do que se colocar a barrar qualquer dos ataques que estão colocados.

A entidade sindical comandada por Paulinho da Força é reconhecida como a central sindical mais abertamente ligada aos interesses da patronal e com o governo, seu esforço sempre esteve no sentido de atravancar a luta dos trabalhadores. Precisamos superar a direção que já mostrou de que lado está. Somente a auto-organização dos trabalhadores e a mobilização desde a base pode nos fazer ir além dessas grandes centrais sindicais e, efetivamente, barrarmos as reformas.




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