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DIREITOS TRABALHISTAS

Apenas 1 de cada 20 desempregados recebe seguro-desemprego, e Bolsonaro acha que é muito

Em 2015, ao menos 7,8% dos brasileiros fizeram uso do seguro-desemprego. Em 2018, apenas 4,8% dos desempregados tiveram acesso ao benefício, em um ano em que o número de trabalhadores desempregados chegou a 12 milhões.

quarta-feira 24 de julho| Edição do dia

FOTO: Eliezer Oliveira/Futura Press/Folhapress

Com ataques cada vez mais profundos sobre os jovens e trabalhadores, para supostamente salvar a economia, ao mesmo tempo que políticos, militares e juízes mantém privilégios, e as grandes empresas aumentam seu lucro vemos que a cada dia que passa, ao contrário do que o governo e grande parte da mídia tentam nos convencer, são oferecidos cada vez mais trabalhos precários, com empresas fazendo todo o possível pra aplicar na prática todos os ataques da reforma trabalhista, e o governo misógino e racista de extrema direita de Bolsonaro, junto com Maia e o STF, tentando aprovar a Reforma que fará com que trabalhemos até morrer, quer dizer, na atual situação o que se mostra é que sequer conseguiremos trabalhar até morrer pela falta de empregos.

Segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego atualmente no Brasil é de 12%. Entre os jovens com idade entre 18 e 24 anos os dados são ainda mais alarmantes, com mais de 27% da juventude desempregada. Isso se soma ao acesso cada vez mais reduzido ao seguro-desemprego.

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), concluiu que a taxa de cobertura do auxílio é baixa e vem caindo nos últimos anos, apesar do crescente aumento no número de desempregados.

Em 2015, ao menos 7,8% dos brasileiros fizeram uso do seguro-desemprego. Em 2018, ano em que o país atingiu 12,2 milhões de desempregados, apenas 4,8% tiveram acesso ao benefício.

O que vemos é que atualmente apenas 600 mil pessoas conseguem acesso ao seguro-desemprego, em uma país que ultrapassa 12 milhões de desempregados, segundo o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual. Vemos cada vez mais desemprego e cada vez menos segurança para o trabalhador.

Sem nenhuma ilusão de que setores do governo ou instituições como o STF irão levar a frente algo de positivo para todos os trabalhadores; ou que uma oposição meramente parlamentar irá deter os ataques do governo, que tem a intenção de aprofundá-los ainda mais, seja mediante a aprovação da Reforma da Previdência, com o projeto "Future-se", ou com o maior pacote de privatizações da história proposto por Guedes.

Não fosse a política da UNE, dirigida também pelo PT e PCdoB, os estudantes poderiam ter sido porta-vozes de um chamado a aliança estratégica entre estudantes e trabalhadores contra a reforma da Previdência e os cortes nas universidades. Indo aos locais de trabalho contagiar os trabalhadores sobre a necessidade de se organizarem, o dia 14 de Junho poderia ter sido um obstáculo real na tramitação dos ataques de Bolsonaro, Maia e do MEC.

A única saída é acreditarmos nas nossas próprias forças, na unidade explosiva dos estudantes com os trabalhadores que causa tanto medo na extrema direita, apostando na autoorganização da classe trabalhadora e na luta para que as Centrais Sindicais rompam seu pacto com Maia e Bolsonaro, porque só através da luta é possível fazer com que os capitalistas paguem pela crise que criaram, mediante o não pagamento da fraudulenta dívida pública, e assim impedir a aprovação da Reforma e de tantos outros ataques que tentam passar, exigindo emprego para toda a demanda, com diminuição das horas de trabalho sem redução de salário, para que todos possam ter o direito de trabalhar, já que até isso querem roubar de nós.

Leia também: “Sem plano de luta e com governadores do PT e PCdoB apoiando a reforma, centrais vão dando a cara da traição" diz Marcello Pablito




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