Mundo Operário

TRABALHADORES EXPOSTOS AO CORONAVÍRUS

Ao menos 15 motoristas e cobradores de ônibus já morreram por Covid-19 em São Paulo

quinta-feira 30 de abril| Edição do dia

Foto: motorista FM

Em São Paulo motoristas e cobradores de ônibus vem trabalhando desde o início da pandemia do coronavírus sem os equipamentos de proteção, algo que deveria ser garantido pelas companhias de transporte. Além das mortes desses trabalhadores, motoristas e cobradores chegar a 15, há também 4 casos confirmados e outros 11 suspeitos.

Os problemas vão desde a ausência de EPI’s até relatos de entrega de álcool gel de péssima qualidade, ou adulterado, o que causou danos físicos na pele dos trabalhadores que utilizaram. Nas garagens não há material adequado para limpeza das mãos, ou seja, os trabalhadores estão sendo largados à própria sorte, nesse caso, jogados à morte pelas empresas como a ViaSudoeste e Viação Metrópole Paulista, onde esses casos vem sendo denunciados.

Enquanto isso, o Sindmotoristas, que é o sindicato responsável, hoje dirigido por Valdevan Noventa, deputado federal do PSC, disse que tem cobrado as empresas para que sejam oferecidos os EPI’s, mas na realidade tem ignorado os trabalhadores que pedem ajuda. Com os trabalhadores morrendo, esses burocratas que controlam os sindicatos como mafiosos estão em casa tranquilamente, com sua saúde garantida como as dos donos das empresas. Não tomam uma medida para organizar a revolta dos motoristas e cobradores frente a essas absurdas condições e à morte de seus colegas de trabalho por conta da sede de lucro da patronal.

Em meio a essa situação drástica, a vida e a segurança dos trabalhadores precisam vir em primeiro lugar. Em serviços essenciais como o transporte, os próprios trabalhadores precisam controlar suas escalas, decidindo entre eles os planos de contingenciamento, bem como organizar, com a ajuda de especialistas, todas as medidas necessárias de higiene e segurança para garantir que não haverá nenhum contaminado. É essencial a garantia de testes recorrentes para esses trabalhadores, que estão todos os dias em situação de exposição, bem como o pagamento de adicional de risco de vida e insalubridade para todos. Essas demandas devem ser defendidas por todos, e é necessário exigir dos sindicatos que organizem uma luta séria por elas, muito diferente do que vêm fazendo ao organizar um 1 de maio em que dividirão o palanque com gente como Rodrigo Maia, Toffoli, entre outros que são os que estão todos os dias de mãos dadas com os patrões para arrancar cada direito dos trabalhadores.




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