Gênero e sexualidade

RESPOSTA AO MACHISMO NO CARNAVAL

Ao grito de “machistas, não passarão”, assediador é expulso de bloco em SP

segunda-feira 27 de fevereiro de 2017| Edição do dia

Camiseta do bloco 77 (Foto: Tahiane Stochero/G1)

Um homem assedia duas mulheres no bloco “77 – Os originais do Punk”, na Zona Oeste da Capital Paulista, e é escrachado para fora da festa.

Os temas do bloco, cuja apresentação dá o lugar das machinhas ao Punk Rock, eram o fim da Polícia Militar, combate à homofobia, racismo e machismo. Além disso, destacaram mulheres, sinalizadas com fitas no braço, para atender participantes do evento que sofressem qualquer tipo de assédio, violência ou perseguição machista.

Em declaração ao portal G1, Anderson Boscari, um dos organizadores do cordão, relatou: "Ele passou a mão em duas das nossas integrantes, eu vi lá de cima e resolvi fazer algo. A gente é totalmente contra a violência", disse.

Trata-se de um interessante exemplo de como auto-organizar as mulheres, LGBTs e os negros para responderem essas opressões nesses espaços culturais e festivos, onde a violência machista, ou quaisquer outras formas de opressão, infelizmente estão sempre presentes, pois trata-se de uma violência perpetuada e alimentada de maneira a tornarem-se estruturais da exploração capitalista.

No Carnaval, machistas, racistas, lgbtfóbicos não passarão!




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