REFORMA TRABALHISTA

Ao contrário do que prometeram os golpistas, após um ano de vigência, Reforma Trabalhista não fez crescer o emprego

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, apontam que a geração de emprego neste 1 ano após a aplicação da Reforma Trabalhista foi de apenas 372.748 — muito distante da expectativa de 2 milhões divulgadas pelo então ministro do trabalho, Ronaldo Nogueira, quando a Reforma foi aprovada — e comprovam que as mudanças na legislação visavam apenas a precarização do trabalho. Os dados foram divulgados em matéria do jornal Valor Ecônomico.

terça-feira 6 de novembro| Edição do dia

No portal do governo federal é possível escancarar a farsa: enquanto uma matéria às vésperas da entrada em vigência da nova lei, em novembro de 2017, apresentava um Henrique Meirelles sugerindo que “mais de 6 milhões de empregos devem ser gerados”, a nota de hoje comemora não os empregos, mas a queda do número de processos trabalhistas.

Conforme já divulgávamos em junho deste ano, a queda nos processos se dão justamente porque os trabalhadores perderam direitos, e inclusive o direito de acionar a justiça quando têm seus direitos violados, já que podem ser condenados a pagar por todos os custos do processo caso a justiça arbitre a favor do empregador.

Foi no contexto de entrada em vigor da mesma Reforma que Bolsonaro, nos EUA, dizia que o trabalhador deveria escolher entre emprego sem direitos ou ter direitos mas não ter empregos, e essa segue sendo a perspectiva de seu governo.

A narrativa da burguesia, que Bolsonaro defende com ardor, é a de que os empresários são sufocados, os trabalhadores são cheios de privilégios, e os mínimos direitos são entrave para gerar novos empregos. Muitos trabalhadores chegam a acreditar nessa narrativa. A realidade mostra exatamente o contrário. O que se conseguiu foi diminuir a renda, aumentar a informalidade e os empregos intermitentes onde o trabalhador não tem garantido sequer um salário mínimo e não sabe como pagar suas contas no final do mês, vivendo em desespero.




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