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CORONAVÍRUS | BOLSONARO

Ao contrário do que diz Bolsonaro, atletas não têm só uma “gripezinha”

Diferentemente da fala do presidente na noite de ontem (24), de que no seu "caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado, não precisaria me preocupar. Eu nada sentiria, ou seria acometido por uma gripezinha ou resfriadinho”, o coronavírus têm afetado e preocupado atletas ao redor de todo mundo.

quarta-feira 25 de março| Edição do dia

O ex-lutador italiano de MMA, Cristiano Binda, 42, está internado e descreveu o cenário vivído como pior que o "Círculo do Interno", descrito na obra de Dante. Já Cameron van der Burgh, 31, medalhista de ouro na prova dos 100m peito nos Jogos Olímpicos, faz tratamento e diz que está vivendo "a pior doença" da sua vida. Paolo Maldini, 51, ex-jogador do Milan e considerado pela Fifa como o maior zagueiro e defensor central de todos os tempos, diz que “Como todos os atletas, eu conheço meu corpo. As dores são particularmente fortes, sentimos um aperto no peito. É um novo vírus, as lutas físicas contra um inimigo que não se conhece”.

Todos estes relatos, feitos por atletas ou ex-atletas fora do grupo de risco, provam a quão absurda e abjeta é a falta de seriedade com a qual o presidente vem tratando a pandemia do Covid-19, provam também que esta não é uma simples “gripezinha ou resfriadinho”, mas um vírus que merece a atenção de todos.

As medidas tomadas pelos governadores, que no momento se opõe às opiniões anticientíficas e terraplanistas de Bolsonaro, tampouco são suficientes para responder à esta crise. A resposta de Dória de fazer 2 mil testes por dia é irrisória, se faz necessário testes massivos para que possa ser controlado a propagação do vírus, uma vez que 80% dos infectados apenas apresentam sintomas leves ou moderados, ou são assintomáticos. Por isso é necessário termos testes para todos. E para que seja possível dar um atendimento digno aos infectados, é preciso que hajam leitos de UTI com respiradores para todos, assim como contratação imediata de profissionais da saúde para atender a toda demanda, para tanto é necessário a anulação da Lei de Teto dos Gastos, que arranca dinheiro da saúde, de um SUS 100% estatal, e a estatização de todos os hospitais privados sob controle dos médicos e trabalhadores da saúde.




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