Juventude

REFORMA TRABALHISTA

Anulação já da Reforma Trabalhista que destrói a vida da juventude!

O governo Temer mente na sua propaganda, dizendo que a Reforma Trabalhista servirá para "modernizar" e melhorar o mundo do trabalho, quando a verdade é que se trata de um ataque para retirar direitos dos trabalhadores que foram conquistados com duras lutas nos últimos cem anos. Ela servirá para que nós trabalhemos mais, com salários menores, sem direitos elementares e em situações desumanas.

quarta-feira 9 de agosto| Edição do dia

A burguesia brasileira está unificada para fazer com que paguemos por sua crise. O golpe institucional de 2016 teve como objetivo aprofundar os ajustes que o PT já vinha aplicando contra a classe trabalhadora e abriu espaço para a aprovação da PEC 55, da Reforma do Ensino Médio, do Projeto de Lei que amplia a terceirização e, mais recentemente, da Reforma Trabalhista. Também as aposentadorias estão ameaçadas pela Reforma da Previdência, ainda em tramitação no Congresso.

Os noticiários mostram todos os dias cortes de gastos nos serviços públicos, privatizações, demissões nas grandes indústrias, aumento do trabalho informal e que já são mais de 13 milhões de desempregados. Também os preços dos alimentos e itens básicos de sobrevivência aumentam, enquanto os salários vão sendo corroídos pela inflação. Nossa qualidade de vida está cada vez menor, mas os lucros bilionários dos grandes capitalistas estão intactos.

Nós jovens somos um dos setores mais afetados pela crise econômica. Estamos nos empregos temporários, rotativos e terceirizados, nas extensas redes de "Fast Food" e alimentação, no Telemarketing, nas lojas de Shoppings etc. É essa realidade de superexploração que a Reforma Trabalhista dos golpistas quer transformar em modelo para a maioria da população. Legalizar os “bicos” e impor ataques ainda maiores às vidas dos setores mais oprimidos. As mulheres agora serão obrigadas a trabalhar grávidas em locais insalubres, a população negra, que possui salários menores que a metade dos salários de trabalhadores brancos, e as LGBTs, que enfrentam o ódio e a violência nos seus locais de trabalho, serão ainda mais afetadas com essa reforma que entrega aos patrões carta branca para explorar e oprimir mais.

Em meio a crise do regime político, os conservadores disputam nas alturas por saídas que visam manter a velha ordem de dominação ou criar uma nova. Enquanto Temer comprou os deputados para derrubar a denúncia de corrupção passiva e obteve maior sustentação pelas bancadas do boi e da bala para continuar nos atacando, o PT avança na busca de um novo pacto nacional burguês com o chamado pelas Diretas Já, que hoje é parte fundamental da campanha eleitoral de Lula para 2018 e não é uma alternativa para derrotar as reformas. E tampouco acreditamos na Justiça dos ricos e do imperialismo. Uma justica burguesa que absolve políticos como Aécio Neves, enquanto mantém Rafael Braga preso. A Lava Jato posa de benfeitora, quando é a cara mais repressiva da ordem, tão privilegiada e corrupta quanto os políticos do Congresso que prende.

Por isso nós não confiamos em nenhuma dessas saídas. Todos esses setores estão unificados para nos atacar. Com um combo de reformas querem que trabalhemos mais e não tenhamos direito à educação, à arte e lazer. Enquanto reformam o Ensino Médio para que a juventude tenha um futuro técnico e ainda mais distante do Ensino Superior, fecham as portas das universidades públicas, como na UERJ. Querem manter o jogo podre, mas nós já demonstramos que podemos ser sujeitos nos embates de classes, esses sim decisivos. Sacudimos as ruas quando nos levantamos nas jornadas de junho em 2013, mostramos o poder da nossa auto-organização quando ocupamos escolas e universidades e fizemos a burguesia brasileira tremer quando paramos o país no 28A com a classe trabalhadora organizada. Os governos estão questionados, embora avancem nos ataques. É hora de organizarmos uma dura batalha para tomar nas nossas mãos a garantia de um futuro diferente do que eles desejam para nós. É nossa tarefa batalhar pela anulação imediata da Reforma Trabalhista e de todos as reformas.

Para travar essa luta contra os patrões e seus representantes do Congresso Nacional, precisamos nos organizar com centenas de jovens e trabalhadores nos nossos locais de estudo e trabalho, de maneira independente dos governos e dos capitalistas. As direções do PT nas entidades estudantis nacionais, UNE e UBES, junto às direções sindicais da CUT e CTB, ao invés de organizar nossa luta ficam espalhando a desmoralização, controlam e boicotam a nossa disposição de revidar, porque não querem uma saída revolucionária. Nós buscamos uma saída de fundo que possamos protagonizar junto à classe trabalhadora contra essa crise.

Podemos com a nossa luta barrar os ataques, como vimos os trabalhadores demitidos da PepsiCo argentina fazerem das suas reivindicações um tema nacional e obrigarem Macri a recuar na reforma trabalhista argentina. É preciso retomar o caminho da greve geral, pois com a força da nossa mobilização podemos impor uma Assembleia Constituinte que seja livre e soberana, capaz de anular a Reforma Trabalhista, todos os ataques dos governos e também impedir a Reforma da Previdência. Através dessa Constituinte, podemos discutir qual projeto de país queremos e avançar na nossa perspectiva de transformação radical da sociedade. Podemos mostrar que as nossas vidas valem mais que os lucros deles.




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