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REINO UNIDO

Angela Eagle se propõe desbancar Corbyn da direção do Trabalhista

A deputada trabalhista britânica Angela Eagle lança sua candidatura para desafiar a liderança de Jeremy Corbyn. A crise no Partido Trabalhista.

Alejandra Ríos

Londres | @ale_jericho

segunda-feira 11 de julho de 2016| Edição do dia

Angela Eagle, ex-porta-voz de empresa do gabinete da oposição do Partido Trabalhista. Anunciou no fim de semana que esta segunda-feira formalizaria sua candidatura frente a negativa de Corbyn apresentar sua demissão, algo que seu grupo parlamentar pressiona depois da votação do plebiscito pelo brexit.

Para forçar uma eleição interna, Eagle necessita do respaldo de 51 parlamentares trabalhistas. Por sua vez, Corbyn já deixou claro que, se houver uma nova votação, ele se candidatará outra vez e espera ganhar. Enquanto isso, tanto o setor que busca destituir o líder trabalhista como o que segue respaldando-o estão buscando fundamento legal para resolver se Corbyn pode apresentar-se ou não às novas eleições.

O Comitê Executivo do Partido Trabalhista se reunirá esta terça-feira para decidir se Corbyn, como o atual líder, pode automaticamente apresentar-se como candidato nas futuras eleições internas para a condução do partido, ou se é necessário contar com o apoio de 50% dos membros da bancada trabalhista (51 deputados). A disputa não terminará aqui, já que espera-se que, seja qual for o resultado, a parte “insatisfeita” com o resultado do Executivo recorrerá às instâncias judiciais.

“O Partido Trabalhista precisa ser salvo. Estou caminhando no sentido de dizer que já chegou a hora em que fizemos isso, para que o Partido Trabalhista seja relevante outra vez”, assinalou Eagle ao periódico britânico “Daily Mirror”.

“Quero assegurar que nosso país possa ser curado (por causa das divisões) depois da terrível comoção do brexit”, explica a deputada ao referir-se às consequências da saído do Reino Unida da União Europeia depois do referendo do último 23 de junho.

“Creio que é mais importante que todos tenhamos princípios (…) porém também precisamos estar em uma situação em que um de nós possa falar aos votantes e à todo país”, acrescentou.

Corbyn foi eleito líder trabalhista em setembro do ano passado, depois de obter grande apoio entre as bases do partido e setores de juventude que se somaram ao trabalhismo para respaldá-lo, mas 80 por cento do grupo parlamentar pede a sua demissão porque questionam seu morno apoio pela permanência do Reino Unido na UE durante a campanha do referendo de 23 de junho. Desde a renúncia em massa dos membros do gabinete, se registraram 160 mil novos filiados ao Partido Trabalhista, segundo diversas fontes, a maioria com a intenção de respaldar o atual líder.

Tradução Alexandre "Costela"




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