Internacional

EXTREMA DIREITA NA FRANÇA

Anasse Kazib, militante do Revolução Permanente e do NPA francês, é ameaçado de morte pela extrema direita

Neste domingo, 30 de agosto, Anasse Kazib, ativista sindical e do Revolução Permanente (jornal irmão do MRT na França) foi ameaçado de morte em um tweet de Thierry Veyrier, delegado do Rassemblement National - partido da extrema direita francesa - no Vale do Marne. Essas ameaças seguem uma série de intimidações da extrema direita contra ele e outros ativistas de origem imigrante.

terça-feira 1º de setembro| Edição do dia

Junto com uma foto onde vemos as pernas de várias pessoas enforcadas, Thierry Veyrier, dirigente político do RN (Rassemblement National, partido da extrema direita francesa, que abriga Le Pen) no Vale do Marne escreveu em um tweet “No #GrandRapatriement começaremos com as letras A e K. O pequeno Anasse Kazib está convidado a se apresentar no portão 12, e seu destino é uma surpresa”.

Tweet do Anasse:
Esse é o delegado do @RNational_off @ThierryVeyrier que quer me ver enforcado. Vejam a imagem do que ele prepara… o fascismo! A extrema direita nos desenha como escravos, posta nossas fotos de feriados e agora nos ameaça de morte publicamente.

Este ato gerou uma grande onda de indignação nas redes sociais, o que obrigou o político de extrema direita a deletar seu tweet, embora se justificando pelo suposto "islamismo" de Anasse Kazib.

Este ataque se segue a uma campanha odiosa contra figuras públicas militantes imigrantes: desde representação infame de Danièle Obono como uma escrava na revista Valeurs Actuelles ao assédio contra a família Traoré através da cabala e até contra o jornalista Taha Bouhafs.

Na sua resposta, o nosso camarada Anasse sublinha que “o que perturba essa direita fascista é que jovens imigrantes ou de origem imigrante como Danièle, Assa, Taha ou eu falem no espaço público, engajem-se em lutas sociais, denunciem as injustiças de uma República que usou dos mais velhos como bucha de canhão em suas guerras ou como carvão em fábricas e ferrovias como meu pai Chibani, mas que hoje nos tratam como cidadãos de segunda classe."

A extrema direita se permite chegar ao ponto de ameaçar Anasse em um contexto de debate nacional racista incentivado pelo governo, sua retórica de "selvageria" e sua política de segurança. Por enquanto, a grande mídia mostra sua cumplicidade ao não denunciar esses fatos que teriam sido capa de todos os canais de notícias se tivessem como alvo representantes políticos das classes dominantes. Para acabar com esta implacabilidade, é responsabilidade de todas as organizações sindicais e de esquerda política, de forma mais geral, de todos aqueles que dizem denunciar o racismo, desde a classe política até a mídia, condenar veementemente essas ameaças. de mortes racistas de extrema direita.




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