ATO INTERNACIONAL - FRANÇA

Anasse Kazib: "O papel central do proletariado nunca esteve tão visível, em tão grande escala"

sábado 11 de julho| Edição do dia

Anasse, dirigente ferroviário em Paris, militante da Corrente Comunista Revolucionária (CCR) no Novo Partido Anticapitalista (NPA) francês. Também é colunista do diário Revolución Permanente, seção francesa do La Izquierda Diario.
Anasse foi uma das principais figuras da importante luta dos transportes que desatou na capital francesa no fim do ano passado. As greves, contra a reforma da previdência, de Macron, se estenderam durante todas as festas de fim de ano e contaram com amplo apoio popular. Anasse ficou conhecido por defender fervorosamente os direitos dos trabalhadores inclusive em rede nacional francesa, em que se enfrentou com setores da mídia capitalista que queriam uma "mediação" com os grevistas.

Neste importante ato internacional, Anasse apontou que:

"O papel central do proletariado nunca esteve tão visível, em tão grande escala; a burguesia não pôde invisibilizar os heróis da classe trabalhadora, como os trabalhadores da limpeza, os atendentes de caixa, os entregadores e especialmente os da saúde ou dos serviços públicos. Pudemos ver, no início do confinamento, em diferentes setores, sobretudo naqueles que estavam para trás nos últimos episódios da luta de classes, fenômenos de paralisação coletiva para exigir a parada da produção não essencial".

O revolucionário disse ainda que: "a crise econômica se intensifica na França, [...] vimos mais de 500.000 novos desempregados no último trimestre e uma sucessão de anúncios de planos de demissão em massa em grandes empresas". Anasse apontou também: "na França, em particular, com a emergência de uma geração que combina a juventude imigrante dos bairros populares e a juventude das grandes cidades, revoltados com a violência policial e o racismo estatal". É importante ressaltar que o passado do Estado francês é de massacres nas antigas colônias, como Haiti e Argélia, desenvolvendo e exportando métodos de repressão social e étnica.

Anasse destaca o crescimento da crise também na França, apontando que a crise orgânica lá se intensifica, e a instituição policial, assim como o governo de Macron, se enfrentam com um nível de desconfiança cada vez maior por parte dos "debaixo", mostrando que a derrota do governo nas eleições municipais é um indicativo do ódio que as classes populares sentem pelo governo e pela oposição burguesa.

E termina com um chamado claro à classe operária internacional, mostrando a importância da auto-organização dos trabalhadores de maneira independente, e agrega: "O papel dos revolucionários neste momento tem que ser o de colocar, mais do que nunca, a urgência de arrancar o poder das mãos da burguesia, por uma transformação social que acabe com o sistema capitalista, o racismo e o patriarcado. É nessa tarefa apaixonante e indispensável para nossa sobrevivência que nós te convidamos a participar e, em nome do Revolution Permanente, queremos enviar nossas saudações revolucionárias ao conjunto de telespectadores, se me permitem chamá-los assim, deste ato internacional da Fração Trotskista pela Quarta internacional".

Assista a fala de Anasse Kazib no ato internacional simultâneo contra o racismo e a violência policial:

Assista na íntegra:




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