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PARTIDO NOVO

Amoêdo pressiona Bolsonaro por mais ataques contra os trabalhadores

O candidato dos bancos, João Amoêdo (Novo), elogiou as escolhas de ministros do governo e disse esperar que, com Paulo Guedes, Bolsonaro avance nos ataques.

quarta-feira 14 de novembro| Edição do dia

Notório representante dos interesses da parcela mais rica da população, o banqueiro João Amoêdo, em entrevista à Rádio Eldorado, se manifestou quanto às escolhas de ministros do recém eleito presidente Jair Bolsonaro (PSL). O milionário é defensor de políticas econômicas que visam garantir o lucro de empresários e bancos ao descarregar a crise nas costas dos trabalhadores, como a privatização de todas as estatais, a reforma da Previdência, o teto de gastos e a reforma trabalhista aplicados por Temer e também da revisão do Estatuto do Desarmamento.

Amôedo achou “positivas” as escolhas dos membros dos ministérios de Bolsonaro, como do ultraliberal Paulo Guedes, que defende propostas como a redução do imposto de renda da parcela mais rica da população, a redução da taxação sobre o lucro para 15% e a indicação do diretor do Santander à chefia do Banco Central. Amoêdo também já se manifestou a favor da nomeação do juiz Sérgio Moro ao Ministério da Justiça, um presente de Bolsonaro ao juiz que abriu o caminho à sua vitória eleitoral com a prisão do ex-presidente Lula, justificada pela convicção dos procuradores da Lava Jato, e através de outras diversas medidas autoritárias e arbitrárias, como o vazamento de delações arquivadas por falta de provas às vésperas das eleições.

Perguntado sobre a posição da bancada de oito deputados do Novo quanto ao governo, o banqueiro afirmou que "Não apoiaremos necessariamente todas as pautas de Bolsonaro. A gente se posiciona em função de princípios e valores. Teremos uma postura independente", garantindo o amplo apoio do partido à todas as pautas que aumentem os lucros do patrões, lucro que é o único princípio e valor que os guia. A independência do partido de Amoêdo será independência para atacar trabalhadores, o povo pobre e periférico em conjunto com o judiciário, as forças armadas, Bolsonaro e seus superministérios. Frente a essa unidade de todos os setores que nos atacam diariamente e destroem nossas vidas em nome do lucro, é preciso romper o imobilismo das centrais sindicais, submetidas ao programa derrotista do PT, que visa desgastar o governo em nome de melhores perspectivas eleitorais para 2022. É necessária a construção da maior unidade entre todos os setores prejudicados por essas políticas, com a construção de uma Frente Única de trabalhadores e juventude que trave um combate radical pela revogação de todas as reformas de Temer e para barrar os ataques que se anunciam. É preciso construir uma força anti-imperialista da classe trabalhadora para enfrentar os planos de Bolsonaro, dos golpistas e do autoritarismo judiciário




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