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Alvo de plano de privatização de Bolsonaro, Casa da Moeda segue em greve

Trabalhadores da Casa da Moeda seguem desde sexta feira sem trabalhar, em protesto contra o projeto de Bolsonaro e Paulo Guedes de entregar a produção de moeda a empresas privadas.

terça-feira 14 de janeiro| Edição do dia

Imagem: Fernando Frazão/Folhapress

Trabalhadores da Casa da Moeda do Brasil estão desde sexta feira, 10, em greve contra a retirada de direitos trabalhistas e a privatização da estatal. O protesto teve início na tarde de sexta, quando o presidente da Casa da Moeda, Fábio Rito declarou ao jornal das Dez da Globo News que seria necessário promover cortes para “tornar a empresa competitiva”. A revolta dos funcionários da CdM culminou na ocupação da sala da presidência protagonizada por cerca de 800 trabalhadores. Daí, iniciou-se uma paralisação.

Fundada em 1694, a estatal é responsável pela fabricação de notas e moedas de real, passaportes e selos postais e fiscais. Por meio de decreto, publicado no Diário Oficial da União no final do ano passado foi incluída no plano de privatizações de Guedes e Bolsonaro. Um mês depois, Bolsonaro extinguiu o monopólio da CdM na fabricação de cédulas, primeiro passo para a contratação, pelo Banco Central, de uma empresa privada para o serviço. Segundo a medida provisória assinada por Bolsonaro, expirará em 2023 o direito exclusivo da CdM de fabricar dinheiro, passaportes e selos.

Acompanhando esses ataques, a estatal atualmente passa por uma rodada de negociações coletivas para um novo acordo trabalhista com a chefia. Tudo se soma em um clima de instabilidade, piora das condições de trabalho e incerteza sobre o futuro para os aproximadamente 2.000 trabalhadores, empregados em uma estatal estratégica para a soberania nacional, que é alvo da precarização e desmantelamento promovidos por Paulo Guedes.

Saiba mais: Venda da Casa da Moeda: Bolsonaro quer deixar até a produção de dinheiro na mão dos capitalistas




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