Política

QUEIMADAS NA AMAZÔNIA

Alter do Chão, PA, é o novo local de queimadas

Com informação de residente do local e das mídias dos brigadistas da região de Alter do Chão, Santarém - PA, vê-se que a política de incêndio é algo que vem tomando proporções cada vez maiores.

segunda-feira 16 de setembro| Edição do dia

Os incêndios nas regiões preservadas de diversos biomas brasileiros vêm tendo destaque na discussão nacional e internacional, apesar de ser esta por outros vieses, como já colocamos aqui. A primeira que chamou a atenção mundial foi a queimada criminosa que vem ocorrendo em proporções alarmantes na Amazônia, ao ponto de causa a escuridão no céu de São Paulo em plena tarde. Depois desta, já houveram registros de incêndios criminosos que destruíram – e anda destroem – o cerrado e também o pantanal.

Apesar de tentar falsificar o ocorrido com declarações enganosas, como a do Ministro do meio Ambiente de que a nuvem que encobriu São Paulo não era resultado da destruição ambiental e sim uma fake News, ou como as declarações de Bolsonaro que chegou a acusar Organizações Não Governamentais (ONGs) de serem as mandantes do incêndio e, depois, alterar o discurso se colocando como patriota no âmbito mundial, enviando tropas militares para combate ao incêndio e depois, retórica supostamente protecionista, questiona a também retórica internacional de auxílio a Amazônia, a própria mídia burguesa revelou que estes atos criminosos se ligavam diretamente a política subserviente e ruralista do governo de Bolsonaro.

Agora mais uma localidade, conhecida mundialmente, vem sendo ameaçada por incêndios criminosos com preceitos políticos para ocupação de terreno: Alter do Chão, distrito administrativos do município de Santarém, no estado do Pará, que vem sendo consumida pelas chamas desde sábado. Apesar de terem notificado que o incêndio havia sido controlado, como mostra a notícia do G1, imagens e relatos do fogo na região se espalham nas redes de whatsapp.

“Desde sexta-feira, nós aqui de Alter do Chão começamos a ver fumaça. As autoridades e bombeiros foram acionados para combate ao fogo e encontram diversos focos de incêndio em uma área de savana que é uma APA (Área de Proteção Ambiental), onde vários milicianos estão tentando invadir as terras e lotear.... Todo ano eles fazem isso, colocam fogo, para abrir terreno e as vezes o fogo se espalha, mas nunca foi desta proporção, nunca em tantos focos ao mesmo tempo”. Assim começa o áudio de um residente de Alter do Chão enviado para nós do Esquerda Diário. Na continuação do áudio o residente relata que os moradores da localidade sentem o desespero, relatando que a fuligem chega a quilômetros de distância caindo sobre a cabeça dos moradores e a tristeza ao ver a paisagem da região mudando de ver para laranja resultante da queimada.

Além disso, o residente coloca que as localidades que foram considerados os focos iniciais do incêndio são regiões de igarapé – cursos de água da região amazônica que podem ter diversas ordens de tamanho que constituem braços constituído por um braço longo de rio ou canal que abastecem rios maiores – e que estas localidades são visadas pelos criminosos que historicamente desmatam e botam fogo para loteamento, já que estes cursos de água são de extrema importância para qualquer atividade. A questão é que com esta prática se coloca em risco a própria continuidade do igarapé, que pode secar e, com isso, se diminui a quantidade e a qualidade da água dos rios e como relata o residente isso afeta toda a sociedade da região, pois diminui-se o turismo (uma das atividades que mantem economicamente a localidade) e coloca e risco a saúde dos moradores, podendo aumentar novamente os casos de hepatite, como já ouve em outros momentos.

A região foco destes incêndios é conhecida como Capadócia e as localidades que vem sendo afetadas são chamadas de ficam entre o igarapé do camarão e o igarapé do macaco (como relata o residente da localidade). O mesmo coloca que muitos brigadistas voluntários vêm tentando controlar o fogo da região desde sexta, mas a região que possui uma flora e uma fauna (vegetação e animais) de uma riqueza sem tamanho vem sendo destruída pela sede do lucro de poucos.

Ainda segundo informações que correm pelas redes sociais, comprovam o relato do residente e dão mais informações como a área de abrangência do incêndio - 10 quilômetros quadrados – e a quantidade de focos de calor – segundo o reportado, detectou-se, por meio do sistema de monitoramento de focos de calor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), 33 focos de calor na região no entorno do Lago Verde em Alter do Chão.




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