Política

DIREITA GOLPISTA

Aloysio Nunes chama movimentos sociais de “fascistóides” em show de reacionarismo no Senado

Hoje o golpe foi consumado no Senado e as declarações dos senadores já mostra a cara do novo governo golpista, que assumirá oficialmente pela tarde.

Iaci Maria

Belo Horizonte

quarta-feira 31 de agosto| Edição do dia

Aloysio Nunes, o senador que iniciou sua vida política como guerrilheiro, passou pelo PCB, PMDB e hoje é uma das principais figuras do direitista PSDB, mais uma vez perdeu a oportunidade de ficar calado e escolheu usar a fala para destilar reacionarismo. Se ontem o senador já havia chamado a polícia para expulsar o parlamentar petista José Guimarães, hoje voltou a atacar as manifestações contra o golpe e os movimentos sociais.

Para defender que não deveria suprimir o termo de inabilitação da votação do afastamento de Dilma, Aloysio Nunes disse que aquele processo de cassação era legítimo e, portanto, não havia nenhum golpe nem farsa. Ao ilustrar sua defesa foi que deixou claro qual é o pensamento predominante dos golpistas: fazendo referência às manifestações que estão ocorrendo contra o golpe e aos movimentos sociais como o MTST, declarou que "As únicas desordens hoje desses dias são promovidas por essas organizações fascistóides que vivem na órbita do PT".

A declaração não surpreende se retomarmos que o ex-guerrilheiro hoje figura conhecida do tucanato paulista já apoiou a repressão ocorrida no massacre do Pinheirinho em 2012, no Vale da Paraíba em SP.

Aloysio Nunes mostrou como a repressão ocorrida na Av. Paulista contra os manifestantes contra o golpe nos últimos dois dias será regra do governo golpista de Temer. Mas isso não pode servir para fazer a resistência recuar, e sim se fortalecer e organizar cada vez mais. É fundamental seguirmos exigindo que CUT e CTB rompam com o imobilismo e comecem a construir um forte plano de lutas que organize os trabalhadores que estão tristes e revoltados com esse golpe em cada local de trabalho para paralisar o país e barrar os ataques que virão e derrubar o governo golpista.

Com a força dessas mobilizações poderemos impor uma constituinte livre e soberana, que questione e combata desde já os privilégios dos políticos como Aloysio Nunes e todos aqueles senadores, que recebem salários milionários e podem, com 61 votos, retirar uma presidenta eleita com os votos de mais de 54 milhões de pessoas.




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