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GOVERNO BOLSONARO

Almirante será ministro de Minas e Energia, farsa nacionalista e garantir o entreguismo

sexta-feira 30 de novembro| Edição do dia

Foto: Marinha do Brasil. Futuro ministro de Bolsonaro assinando acordo com representante americano

Bolsonaro anunciou hoje o novo ministro de Minas e Energia, o Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite. Trata-se de mais um militar de alta patente, o equivalente a um general de 3 estrelas, a assumir cargo estratégico no governo do ultrarreacionário Bolsonaro. Para Marinha trata-se de um prêmio de consolação frente aos vários cargos que estão sendo tomados pelo Exército e ao mesmo tempo é uma oferta para garantirem um cara nacionalista em meio a profunda entrega das riquezas nacionais ao imperialismo.

É da alçada do Ministério de Minas e Energia parte das joias da coroa que Bolsonaro já prometeu entregar ao imperialismo, como a Petrobras, Eletrobras e as riquezas minerais do subsolo, bem como a imensa riqueza nas bacias aquíferas do país.

O Almirante de Esquadra tem uma carreira vinculada a parceria das Forças Armadas brasileiras com o imperialismo. Seu primeiro cargo de destaque foi de "senior military observer" da missão da ONU em Sarajevo, Bosnia-Herzegovina, como informa o site da NUCLEP, empresa de tecnologia nuclear vinculada à Marinha. Depois foi representante brasileiro na Junta Interamericana de Defesa, braço armado da Organização dos Estados Americanos (OEA). Organismo supostamente "pan-americano" que nasceu como ariete ianque para atacar Cuba e hoje em dia também se presta ao mesmo papel de pressão e ingerência sobre a Venezuela e Nicarágua.

A mídia brasileira tem destacado como o almirante tem também um histórico de defesa do desenvolvimento de tecnologia nuclear pelo Brasil, projeto estratégico da marinha. Essa posição do almirante pode pesar para garantir a continuidade do projeto do "submarino nuclear" e a conclusão das obras da usina de Angra 3, ao mesmo tempo que fornecerá a Bolsonaro um álibi nacionalista para continuar a entrega do pre-sal e de todas riquezas do subsolo nacional.

Todas declarações até o momento só versam sobre a "amazônia azul", e nenhuma linha sobre o pre-sal ser explorado por Shell, Total, BP e outras empresas imperialistas, nem sobre a selvagem entrega de recursos minerais em terra, deixando para trás a devastação como se viu em Mariana, nem também algo tem sido declarado sobre a privatização de refinarias e outros ativos da Petrobras em terra.

O Almirante dará um verniz nacionalista, da "Amazônia Azul" e do "submarino nuclear" ao servilismo de Bolsonaro ao imperialismo, como se mostrou na batida de continência de Bolsonaro ao assessor americano Bolton.




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