Juventude

Aliança operário-estudantil levando pra São Remo uma campanha de luta contra a precarização

Hoje, 24, estudantes da USP e militantes da Faísca juntamente com trabalhadores e a candidata a vereadora do estado de São Paulo Diana Assunção, estiveram nos portões de acesso da São Remo à Cidade Universitária panfletando o material da campanha.

quarta-feira 24 de agosto| Edição do dia

Durante as panfletagens nessas entradas de muito fluxo de trabalhadores terceirizados, foi possível ver a resposta positiva dos trabalhadores como retorno das lutas que travamos lado a lado com eles nos últimos anos, exigindo direitos iguais aos dos efetivos com a efetivação sem concurso. Não só pelos cumprimentos calorosos por sermos rostos já conhecidos, mas pela adesão à campanha da Diana.

Muitos, aqueles que tinham alguns minutos disponíveis antes de bater ponto, pararam para nos ouvir, denunciar a precariedade do seu trabalho e discutir as eleições. Outros tantos, mesmo sem tempo, pegaram os panfletos para uma posterior leitura.

Panfletar, como forma de entrar em contato com os trabalhadores em momentos de calmaria da luta de classes, para manter viva a discussão da precarização do trabalho e da vida é uma tarefa muito importante para um militante do estudantil.
É fundamental para nós da Faísca estarmos ao lado da classe trabalhadora nos piquetes e greves. Também é preciso que esta aliança não exista apenas nos momentos de acirramento. Ao contrário, deve ser cotidiana.

Os trabalhadores são aqueles que tudo produzem e, portanto, podem acabar com o julgo da burguesia. Obviamente, não estamos falando de uma classe dominante ingênua. A dominação é muito bem articulada, pela exploração do trabalho, e também através da ideologia veiculada diariamente.

E quanto à festa da democracia?

Não há ilusão. As eleições burguesas são um teatro, um jogo entre eles para escolher quem chicoteará os trabalhadores e a juventude pobre. É preciso, portanto, desmascara-las. Foi nos ensinado que é através do voto que fazemos mudanças. Aprendemos que é preciso ter representantes, mas que só podemos os escolher de anos em anos. Nunca revogar seus mandatos e jamais tomar as rédeas das nossas vidas. Apenas sermos representados e esperar que as promessas sejam cumpridas.

Nesse sentido, faz-se importante construir uma voz anticapitalista. Vivemos num período de forte crise política e econômica e não podemos nos furtas de tirar o véu da democracia burguesa, mostrando a real face do capitalismo. Um sistema de exploração e opressão cujas artimanhas fabricam a falsa sensação de liberdade de escolha através de métodos impostos, como as eleições.


Com essa perspectiva, e para combater todos os privilégios dos políticos corruptos, chamamos todos a construir conosco essa campanha que levanta além da voz dos trabalhadores mais precarizados, a necessidade de que todo político ganhe como uma professora.




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