Economia

SAMARCO

Além de destruir Mariana, Samarco irá demitir 600 funcionários

sexta-feira 17 de novembro| Edição do dia

Desde a maior tragédia capitalista cometida pela Samarco em 2015, as atividades da mineradora estão paralisadas. O rompimento da barragem, que espalhou uma lama tóxica que destruiu a cidade de Mariana, deixando 19 mortes, além de grande parte da extensão do Rio Doce.

Agora, a Samarco, além de ser inocentada pela justiça brasileira e pagar uma multa irrisória diante do estrago ocasionado, irá demitir 600 funcionários de Minas Gerais e do Espírito Santo. Segundo a mineradora, o número de funcionários passará de 1735 para 1135. Será promovido um processo de Pedido de Demissão Voluntária (PDV), para tentar chegar em acordos que levem os funcionários a se demitir. Se o programa não atingir a meta de 600 trabalhadores, a própria empresa afirmou que irá efetuar os cortes.

A empresa já vem tomando medidas temporárias para reduzir a produção sem afetar seus lucros, colocando trabalhadores em regimes especiais ou suspendendo seus contratos desde outubro, onde os trabalhadores recebem quantidades inferiores ao seu salário normal.

A samarco, que terá seu julgamento apenas dois anos após cometer um dos maiores crimes ambientais do Brasil, depois de manter regimes especiais que colocam os trabalhadores em situações de dificuldade, irá demitir, por acordos ou não, 600 pessoas.




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