ELEIÇÕES 2018

Além de Ustra, Mourão admira Temer e sua reforma da Previdência

General Hamilton Mourão em entrevista reforça a necessidade da burguesia de ataques rápidos contra os trabalhadores. Elogiando a reforma da Previdência que Temer tentou aplicar, o general ironiza "Lua de mel de pobre é curta", mostrando que a reforma será implementada o quanto antes por um possível governo.

domingo 28 de outubro| Edição do dia

Após votar hoje cedo, General Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro, reforçou a necessidade da implementação ainda mais violenta de todos os ataques que o governo golpista de Michel Temer foi incapaz de garantir. Como já havia dito anteriormente, o "carro-chefe" de um possível governo de Bolsonaro é a reforma da Previdência.

A "reforma das reformas" que Temer não garantiu é admirada por Mourão, como declarou em entrevista, além de ser também o centro da campanha de Bolsonaro, alinhado com os interesses da burguesia, que quer descarregar a conta da crise nas costas dos trabalhadores. Mais próximo do que nunca do projeto nefasto de Temer contra os trabalhadores, Bolsonaro conta com seu guru econômico, Paulo Guedes, cobra criada no berço do neoliberalismo nos Estados Unidos.

"Tem que aproveitar a lua de mel para pregar os pregos", reforçando a urgência da aplicação da reforma, que deve ser encaminhada o mais rápido possível. Se referindo ao período inicial, onde a população estaria fazendo experiência com Bolsonaro e por isso "lua de mel", Mourão disse: "Lua de mel de pobre é curta".

Pra além de declaradamente racista, machista e LGBTfóbico, Bolsonaro leva um projeto de governo ultra-neoliberal que estará à serviço dos interesses da burguesia, garantindo os ataques necessários para que os capitalistas garantam seus lucros se apoiando na retirada de direitos dos trabalhadores e precarização das condições básicas de vida.

Apesar de tentar se colocar por fora do "sistema" e distante de Temer, que por todo seus mandato golpista ostentou uma gigantesca impopularidade, Bolsonaro é a continuidade violenta dos ataques de Michel Temer.

Para resistir às reformas, combater Bolsonaro e o golpismo, é necessário que a força dos trabalhadores, da juventude, mulheres, negros e LGBTs esteja organizada em milhares de comitês de base por todo país, colocando sua força nas ruas e levando a luta para onde de fato ela pode triunfar: para a luta de classes.




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