Política

GERALDO ALCKMIN

Alckmin se junta ao "Centrão": maior tempo na TV para propagar ataques aos trabalhadores

O tucano Geraldo Alckmin (PSDB) ganhou o apoio do “centrão” para sua candidatura à presidência e, com isso, leva mais da metade do tempo de TV para tentar convencer a população que os ataques que quer aprovar é o melhor para todos.

Iaci Maria

Estudante de Pedagogia da PUC-SP

sexta-feira 20 de julho| Edição do dia

O bloco conhecido como “Centrão” é formado por partidos menores e com menos expressão política no Congresso, que são o DEM, PR, PRB, PP e Solidariedade. O bloco estava oscilando entre apoiar Alckmin ou Ciro Gomes (PDT), e acabou optando pela opção mais golpista pela segurança de que o tucano estará lado a lado dos interesses dos empresários e batalhando para aprovar as reformas da melhor maneira para o capital estrangeiro.

Alckmin já contava com o apoio dos partidos PSD, PV, PTB e PPS e, agora com essa nova conformação das alianças com o PSDB, o tucano vai passar a ter 51% do tempo de TV que é disponibilizado para horário eleitoral nas eleições de 2018. Dos 12 minutos e 30 segundos que serão dedicados exclusivamente aos presidenciáveis, Alckmin levará nada menos do que 6 minutos e 50 segundos.

Além do tempo de TV que ela coligação garantiu para si, soma-se também o fundo eleitoral de cada partido e, com isso, o blocão liderado pelos tucanos terá ao seu dispor a quantia nada modesta de 854 milhões de reais para suas campanhas eleitorais.

O horário eleitoral na TV é quase um fenômeno midiático que reúne a família brasileira na frente da televisão. É o momento em que a maioria das famílias brasileiras sentam-se em frente a TV para ver e ouvir o que os candidatos têm a dizer, seja para criticar que nada dito ali será cumprido ou não atende aos interesses da população, seja para de fato ouvir e escolher um candidato que acredite que irá melhor atender às suas necessidades.

Essa aliança do PSDB e uma dezena de partidos em sua maioria golpistas, além de poder aumentar as chances do tucano de alcançar um segundo turno, vai fazer com que mais da metade do horário eleitoral seja destinada a convencer o trabalhador e a trabalhadora brasileiros de que cada ataque e reforma que eles pretendem aprovar será melhor para a vida da população. Dos 121 minutos (cerca de 2 horas) que o TSE prevê para a propaganda eleitoral, nada menos do que 62 minutos e 22 segundos serão dedicados a essa coligação para que convençam a população de que é preciso “apertar os cintos” e assim, apoiar por exemplo a reforma da previdência. Será mais da metade do tempo para dizer que você, trabalhador e trabalhadora, jovem desse país, precisa abrir mão dos seus direitos, do seu futuro, da sua aposentadoria, para tirar o país da crise. Isso para essa coligação, sem contar as outras que também estarão batalhando por mais e mais profundos ataques aos trabalhadores e usarão seu tempo para te convencer disso.

Mas é claro que nem um minuto sequer será utilizado para dizer que enquanto querem te ver trabalhar até morrer, cada um daqueles políticos seguirão com seus salários milionários, seus diversos privilégios, e que cada direito que eles querem tirar do trabalhador convencendo-o de que assim será melhor, será revertido em pagamento de uma dívida pública ilegal e fraudulenta, que nada tem com a ver com a vida do trabalhador, mas é ele quem deve trabalhar até a morte para pagar.

Saiba mais sobre a dívida pública e a campanha pelo seu não pagamento aqui




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