Política

COMPROMISSO É COM AS REFORMAS

Alckmin quer que brasileiros trabalhem até morrer. Com ou sem Temer, isso pouco importa

Geraldo Alckmin declara que o compromisso do partido é com as reformas, e que avalia cotidianamente as condições que tem o governo Temer de ser o aplicador dos ataques contra a classe trabalhadora.

terça-feira 20 de junho| Edição do dia

Na véspera da apreciação, pelo Supremo Tribunal Federal, do pedido de prisão do senador Aécio Neves, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na manhã desta segunda-feira, 19, que o partido irá aguardar a decisão da Justiça com "confiança e serenidade" – coisa que só é possível para aqueles que têm certeza da seletividade com a qual a justiça burguesa atua, em benefício dos grandes empresários – e que pode sair da base do governo de Michel Temer a qualquer momento.

"Podemos sair da base a qualquer momento. Sair é deixar de ter ministério, o que, aliás, eu acho completamente secundário. Quando houve o impeachment, fui contra que o PSDB ocupasse ministérios, sempre fui. Não deveria ter entrado, indicando ministros, mas a maioria decidiu", declarou Alckmin, expondo a conhecida divisão que há no partido.

De acordo com Alckmin, há três correntes diferentes dentro do PSDB: "Tem aqueles que querem sair imediatamente; aqueles que, assim como um casamento, é até que a morte nos separe; e a nossa posição, que é aguardar para completar as reformas, questão de 60, 90 dias. Nosso compromisso não é com o governo, mas com a retomada do emprego, o crescimento da economia e da renda da população. Se não saíssemos imediatamente, iríamos piorar a situação", afirmou. Logo em seguida, porém, negou que estivesse dando prazo para uma eventual saída da base. "Não tem data, estamos acompanhando os fatos dia a dia, podemos sair a qualquer momento", repetiu.

Ou seja, o compromisso do PSDB não é com o governo, é com o arrocho salarial, com a garantia de que a população trabalhe até a morte sem direito a aposentadoria, com a flexibilização da CLT, com a total e acelerada retirada de direitos dos trabalhadores. Em sua declaração, Alckmin deixa claro que o apoio do PSDB ao governo Temer está condicionado à aplicação dos ataques no ritmo esperado, e continuou: "É o que temos defendido. A reforma trabalhista, que vai estimular emprego e diminuir a informalidade, deve estar aprovada até o final do mês. Vamos aguardar a sanção pelo presidente da República. A reforma previdenciária, logo logo vamos saber o seu destino. É mais difícil porque é uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição). E a reforma política é até setembro. Se não for feita até lá não valerá para a próxima eleição."

Embora o PSDB demonstre essa divisão, sabemos que o que unifica os partidos golpistas são as reformas e os ataques que descarregam a crise dos capitalistas nas costas dos trabalhadores. Essa divisão mostra que o governo Temer está cada vez mais por um fio, e por isso é urgente tomar a greve geral do dia 30 de julho em nossas mãos para derrubar Temer e as reformas e impor que os capitalistas paguem pela crise que eles mesmos criaram.




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