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Alckmin promete armar latifundiários para disputar voto reacionário de Bolsonaro

Em reunião com lideranças do agronegócio, comércio e indústria, Alckmin faz uma série de promessas eleitorais. Dentre elas, o ex-governador promete a liberação do porte de armas em áreas rurais, disputando a base reacionária do Bolsonaro.

sexta-feira 6 de julho| Edição do dia

Em jantar com lideranças do agronegócio de Mato Grosso nesta quinta-feira, 5, o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) adotou um discurso forte na área da segurança pública e jurídica.

Buscando disputar a base eleitoral do Bolsonaro, Alckmin disse que, caso seja eleito, liberaria o porte e a posse de arma em áreas agrícolas. Essa medida garante a proteção das grandes fazendas do agronegócio, que invadem territórios e assassinam diversos indígenas, além de desmatar as florestas Brasileiras.

Outra medida citada por ele foi a criação de uma agência nacional de inteligência com especialistas em segurança para "traçar estratégias de combate ao crime organizado". Que significa o aumento do investimentos na Guerra as Drogas que, além de ineficaz, assassina negros e negras nas periferias enquanto os grandes empresários lucram com a venda de drogas.

Alckmin afirmou ainda que nos três primeiros meses de governo pretende aprovar quatro reformas: tributaria simplificada, previdenciária, política e do Estado. Usando como argumentos dados de sua administração quando foi governador de São Paulo.

O pré-candidato disse que seu compromisso seria a realização de um ajuste fiscal cuja meta é zerar o déficit primário. "É urgente, precisamos cortar, cortar como base para fazer o País voltar a crescer." Engraçado que ele não fala um A sobre cortar o pagamento da fraudulenta dívida pública que usurpa o dinheiro público do país para que empresas imperialistas lucrem.

O tucano também defendeu as privatizações, a redução da máquina pública e disse que ao Estado compete "planejar, regular e fiscalizar". Entregando nossas riquezas para os grandes empresários imperialistas, enquanto o país fica refém dessas empresas que só querem lucrar cada vez mais.

O jantar com o ex-governador reuniu cerca de 200 lideranças do agronegócio, da indústria e do comércio na sede da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão, além do governador Pedro Taques (PSDB), do senador Nilson Leitão e o produtor Erai Maggi, um dos maiores de algodão e soja do País.




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