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Alckmin gastou R$ 28 milhões com revistas e jornais com dinheiro destinado para educação

Durante a primeira gestão de seu governo em São Paulo, Geraldo Alckmin gastou mais de 28 milhões de reais na compra de revista e jornais da grande mídia sem licitação com a bizarra justificativa de "incentivar a leitura" dos docentes. Ao mesmo tempo que cortava investimento para a formação dos docente em até 67,8%.

segunda-feira 27 de agosto| Edição do dia

Além de tirar a merenda das crianças nas escola públicas, o ex-governador do estado de São Paulo e candidato a presidente Geraldo Alckmin do PSDB, durante sua gestão em SP, gastou R$ 28 milhões do orçamento estadual voltado para a Educação comprando sem licitação do orçamento estadual voltado para a Educação comprando sem licitação milhares de exemplares das revistas e jornais Folha de S. Paulo, Estado de S.Paulo, Veja (Editora Abril), IstoÉ (Editora Três) e Época (Editora Globo). As compras fazem parte de um programa de formação de docentes. No mesmo período que fez essas compras, o estado derrubou o valor global investido na formação de seus professores que foi um corte brutal de 67,8%. Já o montante consumido anualmente com os jornais não teve qualquer queda.

De acordo com dados publicados pela Secretaria de Educação e pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, o recurso anual destinado ao treinamento dos docentes caiu de r$ 86,9 milhões para R$ 28,9 milhões. Já as compras de exemplares de periódicos não só não caíram como foram renovadas. Em novembro de 2015, só com a Folha e o Estadão, foram contratadas as compras de milhares de edições impressas diárias até 2017, a um custo adicional de R$ 6 milhões. Como consta no “Relatório de Gestão 2011 - 2014” , da Secretaria de Educação, o governo Alckmin gastou em dinheiro destinado a Educação com as grandes empresas da mídia um valor de, no mínimo, R$ 28 milhões.

O governo teria feito uso do programa “Salas de Leitura”, que é voltado para a formação de docentes para a comprar dos jornais. Os jornais e revistas seriam deixados em salas de professores de escolas da rede pública, para incentivar a leitura. A justificativa para as compras, conforme o documento oficial: “A FDE é responsável pela distribuição às escolas estaduais dos jornais Folha de São Paulo e das revistas Veja, IstoÉ e Época, com investimento de R$ 28 milhões, para a formação e informação dos educadores.”

Ao mesmo que Alckmin tenta formar professores comprando exemplares da Veja e do Estadão para leituras nas salas dos professores, ele fez altos cortes nas verbas que era destinadas para a formação dos docentes em 67,8%. Mostra claramente que Alckmin trabalha para os grandes empresários, começando para a própria mídia burguesa, onde desvia dinheiro público para comprar produtos dessas empresas (as revistas e jornais no casos) para um projeto que não tem sentido. E que nem ao menos foi debatido com os professores das escolas públicas.

Alckmin é a cara do governo golpista de Temer, que quer trabalhar para o imperialismo atacando os trabalhadores e a população, e dando vários privilégios para as grandes empresas. Apoia a Lava Jato que dá base para a eleição mais antidemocrática que esse país já viu, ao impedir que Lula, o candidato que lidera as pesquisas exerça suas funções como candidato, impedindo que a população tenha o direito em votar em quem quiser. Alckmin que diz em seus discursos em melhorar o salário dos trabalhadores apoiando a reforma trabalhista que é um verdadeiro ataque aos direitos conquistado durante anos pelos trabalhadores, que defende a reforma da previdência para atacar privilégios, mas não contesta a pauta de aumento para quase 40 mil dos ministros do STF, além de nem tocar no assunto da dívida pública que é um verdadeiro saque das riquezas nacionais pelo capital estrangeiro. Alckmin quer que os trabalhadores paguem pela crise capitalista.




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