Educação

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Alckmin e Nalini caluniam professores na TV para enganar a população

O governo do estado de São Paulo mostrou mais uma vez que a precarização do ensino e do trabalho do professor é um projeto da elite deste país, e que, ainda mais em ano eleitoral, tentará impedir de todas as formas que isso seja de conhecimento de toda a população.

quinta-feira 1º de março| Edição do dia

Ontem, dia 28 de fevereiro, ocorreu uma manifestação, convocada por nós professores do Movimento Nossa Classe – Educação, pelo pagamento imediato das férias atrasadas há 4 anos (sim, 4 anos!) aos professores contratados da rede estadual e pela reabertura das mais de mil e quinhentas salas fechadas.

Em decorrência de nossa primeira denúncia contra esse absurdo feita aqui pelo Esquerda Diário (escrita pela professora Tatiana Ferraz), cuja repercussão nas redes sociais foi imediata e intensa, a rede Globo de Televisão foi cobrir o ato. A mesma professora Tatiana e o professor Allan Costa foram entrevistados e denunciaram tal situação que os atinge e também a mais de 25 mil professores da rede. Ao final da matéria do “SP TV” e também hoje pela manhã do “Bom dia SP”, os âncoras transmitiram a mentira caluniosa vinda da Secretaria de Educação de que Tatiana já teria recebido os direitos e que Allan não teria o direito por ter contrato diferenciado que não prevê o pagamento. Transmitimos aqui o holerite da professora comprovando quem está mentindo. Por sua vez, o professor Allan ministrou aulas como “categoria O” (que prevê o pagamento) na EE João Baptista e na EE Veridiana Camacho Carvalho Gomes, ambas na zona norte de SP.

Com a ajuda da Rede Globo (o que não é uma surpresa para ninguém), o governador Geraldo Alckmin do PSDB e seu lacaio na Secretaria da Educação José Renato Nalini lançam mão de calúnias contra professores para deslegitimar a denúncia gravíssima que fizeram. Sabem que são milhares de professores que não caem no seu discurso de que foi um deslize e que é para todos ficarem tranquilos com suas contas nas mãos para pagar que logo mais o dinheiro vem. Neste discurso furado, só a direção majoritária da Apeoesp cai, ou finge que cai para não mobilizar os professores pelos seus direitos. Não, os professores sabem quem são seus patrões há anos e não se iludem frente ao profundo descaso e ataques a seus direitos.

Alckmin, como já declarado presidenciável pelo PSDB, difama os professores para que a população não saiba o que realmente acontece no ensino de São Paulo e com seus profissionais e alunos. Que o atraso de 4 anos no pagamento de direitos, que as demissões desses mesmos 25 mil professores fruto do fechamento de mais de 1500 salas de aula, que faz com que quem ficou na rede tenha que ministrar em aulas lotadas e em 2, 3, 4 escolas, se sobrecarregando com o trabalho, são só as últimas graves ocorrências na situação de trabalho dos professores. Como o próprio Alckmin declarou em seu Twitter, o que fez em São Paulo quer fazer no Brasil inteiro.

Ele quer ser o representante da elite que continuará o trabalho iniciado pelos golpistas. Como estamos vendo, o desmonte da educação pública é um projeto para retirar da responsabilidade da União, estados e municípios a educação de toda a juventude brasileira. Desde processos como o Contrato de Impacto Social iniciado em São Paulo, que prevê a privatização de 180 escolas, até a Reforma do Ensino Médio em escala nacional, que transformará o currículo deixando somente duas (!!!) disciplinas como obrigatórias (Língua Portuguesa e Matemática), vemos o objetivo da classe dominante em relação à educação. Além de privatizar, querem dar um conhecimento reduzidíssimo aos filhos dos trabalhadores, para que as novas gerações da nossa classe sejam ainda mais precarizadas e com menos instrumentos e conhecimento para interferirem na política nacional. Parte disso, significa massacrar os profissionais da educação para que não tenham condições plenas de trabalho, ou diretamente desistam da profissão, como já vimos aparecer como proposta vinda destes mesmos políticos.

É tudo isso que está por trás desta mentira, que calunia não só os professores Tatiana e Allan, mas calunia e ataca a imagem de todos os professores que lecionam na rede pública.

Não aceitamos e desmascaramos, assim como a categoria continua exigindo os pagamentos e a reabertura das salas. Para isso, precisamos dar continuidade à mobilização de ontem, e exigir da Apeoesp que de uma vez por todas organize os professores para a luta. Dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, temos uma assembleia e manifestação marcadas que até agora não se transformou em eixo central de mobilização na base por parte da direção majoritária. Precisamos nos organizar em cada escola para ter uma grande manifestação e organizar nossa mobilização pelos pagamentos e reaberturas das salas, mas também para, em união com os professores do município que entrarão em greve, atacarmos o projeto privatista e destruidor dos golpistas para a educação.




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