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AGRONEGÓCIO

Alckmin e Bolsonaro vão ao Sul disputar burguesia agrária ofertando chumbo e chicote

Os reacionários presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL) voltarão disputar um mesmo eleitorado rival do trabalhador. Ambos visitarão a Expointer 2018, no Rio Grande do Sul, onde importantes setores da burguesia agrária, latifundiários e do agronegócio do estado se reúnem.

segunda-feira 27 de agosto| Edição do dia

Alckmin vai à feira acompanhado de sua candidata a vice, a latifundiária Ana Amélia (PP), que é natural de Lagoa Vermelha, na Serra Gaúcha, e defende posições favoráveis ao agronegócio, tais como o armamento no campo (verdadeira autorização do assassinato de povos indígenas e sem-terra).

Alckmin já sinalizou que considera agrotóxicos remédio para o país que faz uso de produtos proibidos internacionalmente, envenenando os alimentos e a exaurindo os pequenos agricultores. O candidato ao governo do Rio Grande do Sul do PSDB, Eduardo Leite, acompanhará o presidenciável, prometendo o Estado aos pés de fazendeiros.

Bolsonaro tem chegada prevista na capital gaúcha para a quarta-feira e visitará a Expointer no mesmo dia. Além de aumentar seus votos no Rio Grande do Sul, deseja maior aproximação com o agronegócio, público que conquistou com a promessa reacionária de armar latifundiários (incorporada por Alckmin). Para alguns, ele seria o “avião caça” para facilitar os lucros dessa burguesia reacionária, onde a perseguição no campo teria respaldo presidencial, talvez a maior “vantagem” da aberrante figura de Bolsonaro.

Ambos dão peso para esse setor relativamente “promissor” frente a uma crescente reprimarização da economia e oportunidades comercio da soja com a China, a depender da guerra comercial com os EUA. De todo modo servirão a que sigam explorando vilmente o trabalhador rural, açoitando as leis trabalhistas, até mesmo o Ministério do Trabalho, como propõe Alckmin. Com injeção de dinheiro e suporte do Estado, esses latifundiários tentam escravizar a classe trabalhadora, atirar livremente contra “ervas daninhas” e preservar seus lucros frente a crise capitalista.




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