Alckmin depõe ao MP, investigado por caixa dois da Odebrecht

Alckmin depôs no Ministério Público paulista nesta quarta (15) em inquérito sobre repasse de R$ 10,3 milhões da Odebrecht em campanhas de 2010 e 2014.

quinta-feira 16 de agosto| Edição do dia

foto: Nelson Antoine/Folhapress (Alckmin deixando o MP após prestar depoimento)

Ex-governador e candidato à presidência, Geraldo Alckmin (PSDB) prestou depoimento ao Ministério Público Paulista nesta quarta feira (15). O inquérito apura se ele cometeu improbidade administrativa na modalidade enriquecimento ilícito.

Alckmin foi citado em depoimentos de diretores e ex-diretores da Odebrecht, em 2016, que assinaram acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Alckmin teria recebido dinheiro ilegal para as duas últimas campanhas ao governo do estado. Um montante de R$ 10,3 milhões em caixa dois. O caso está sob sigilo.

Alckmin aparece nas delações premiadas de três executivos da Odebrecht que citam dois intermediadores dos repasses ligados a Alckmin: R$ 2 milhões em caixa dois através de seu cunhado Adhemar Ribeiro na eleição de 2010 e R$ 8,3 milhões através de Marcos Monteiro, que foi secretário de planejamento do governo paulista, na campanha de 2014.

Seu primo e advogado, José Eduardo Alckmin afirmou que irá avaliar a possibilidade de requerer trancamento do inquérito em função de “provas insubsistentes”. Alckmin saiu do depoimento sem dar entrevistas.

Apesar de um cenário de profunda crise política, onde todos os políticos da ordem estão envolvidos em algum escândalo de corrupção, já ficaram claras as intenções da Operação Lava jato, em suas diversas manobras, de aprofundar o golpe institucional com a prisão arbitrária de Lula e o impedimento do povo decidir em quem votar.

Candidato preferido pela burguesia, Alckmin já se declarou comprometido em acabar com o Ministério do Trabalho, privatizar as estatais e impor a reforma da previdência para que trabalhemos até morrer. Escolhe-se a dedo o novo herdeiro do golpe que irá continuar aplicando ataques mais duros do que o PT já vinha fazendo.




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