Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Alckmin acha que reforma da previdência será aprovada com grande facilidade

sexta-feira 7 de abril de 2017| Edição do dia

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira, 6, que a reforma da Previdência encaminhada pelo presidente Michel Temer (PMDB) ao Congresso deverá ser aprovada com "ampla maioria" entre os parlamentares. Desdenhando da raiva dos trabalhadores dessa proposta ou uma declaração para mostrar à FIESP e a mídia que ele é um grande defensor do pior que os capitalistas e Temer defendem?

Comentando o Placar da Previdência do jornal O Estado de S. Paulo, que mostra que, por enquanto, a maior parte dos parlamentares é contrária ao projeto, Alckmin disse que este é o momento de discutir os pontos da proposta e defendeu ajustes, mas que a reforma tem que ser aprovada.

Esse profundo ataque aos direitos dos trabalhadores é amplamente rechaçado e foi o principal motivo da paralisação do dia 15 de março que deixou várias cidades, como São Paulo, paralisadas. As centrais sindicias deram uma trégua a Temer, Alckmin e outros defensores da proposta marcando uma nova paralisação nacional no dia 28 de Abril. Pesquisas de opinião apontam que uma amplíssima maioria dos brasileiros é contrário à reforma. Porém, Alckmin candidato a presidência da República a tem defendido diariamente.

Nos últimos dias, o governador tem defendido publicamente as reformas de Temer. Ao receber o peemedebista no Palácio dos Bandeirantes na última segunda-feira, o tucano declarou "apoio integral" às reformas do governo federal.

A aparente contradição de um candidato à presidência defender uma reforma impopular tem uma explicação. O voto que Alckmin procura não é o voto popular, mas o voto da FIESP e da mídia, quer se mostrar como o político responsável e que pode conduzir duras medidas de ajuste - tal como o faz sucateando as universidades e escolas públicas do Estado. Mostrando-se o "ajustador" pode encontrar um lugar no páreo e aí com a ajuda das mesmas forças correr atrás dos votos populares, com uma boa dose de marketing escondido em notícias da grande mídia sempre favoráveis ao tucano paulista.

Com informações da Agência Estado




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