Mundo Operário

REDUÇÃO DE SALÁRIOS

Albert Einstein e Sírio Libanês reduzem salários de trabalhadores que estão na linha de frente contra a Covid-19

Em meio a pandemia, Albert Einstein e Sírio Libanês atacam os trabalhadores que estão na linha de frente contra a pandemia. O Alberto Einstein chega a cortar 25% dos salários, e as mais afetadas são as enfermeiras. O que só reforça a necessidade de um único sistema de saúde 100% estatal sob controle dos próprios trabalhadores.

terça-feira 19 de maio| Edição do dia

Dois grandes hospitais filantrópicos de São Paulo, o Albert Einstein e o Sírio-Libanês, fazem cortes de salário dos seus funcionários. O hospital Albert Einstein está atuando com 45% a menos de sua receita normal, e cortou em 25% o salário de cerca de 5 mil funcionários, o equivalente a 33% da equipe total, segundo dados apresentados pelo jornal Folha de São Paulo.

Segundo o presidente do Albert Einstein, Sidney Klajner, a razão dos cortes de salário e da diminuição das jornadas de trabalho seria a baixa receita. Segundo Klajner, os enfermeiros foram os mais afetados pelas medidas. Um dos enfermeiros afirmou, em entrevista à Folha de São Paulo, que os trabalhadores não foram avisados previamente dos cortes de salário: “Ficamos sem opção. Ou concordávamos ou seríamos dispensados. Tenho despesas fixas, boletos, financiamento habitacional. Está muito complicado lidar com tudo isso. Com medo do contágio e agora medo das dificuldades que vêm pela frente. Jamais passou pela minha cabeça passar por isso”.

Para o presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Adelvânio Morato, todos os hospitais privados no Brasil estão em situação crítica, cortando salários e demitindo funcionários. Ainda segundo Aldevânio, no Norte e no Nordeste a situação é mais crítica, o presidente a FBH cita a possibilidade de fechamento desses hospitais privados durante a crise.

Nesse cenário, fica evidente a necessidade imediata de unificação de todos os hospitais, públicos e privados, num sistema único de saúde, sob controle dos trabalhadores. Exigimos também a queda da MP 936, que ampara medidas de cortes de salário e redução de jornada, assim como a proibição imediata de demissões. A luta contra o discurso obscurantista e negacionista de Bolsonaro precisa vim acompanhada da exigência da liberação remunerada de todos os trabalhadores de serviços não essenciais, assim como um aumento do auxílio emergencial para o valor de 2 mil reais, o mínimo para que a classe trabalhadora possa passar pela crise sem ter que arcar com falta de produtos básicos.

Entretanto, não podemos nos deixar levar pelo discurso de Dória, Maia e os demais governadores, que defendem uma quarentena que é pura demagogia. Sem testes massivos, leitos disponíveis, respiradores e produtos de higiene, a quarentena é ineficaz. Além disso, é necessária a contratação imediata de mais profissionais da saúde que estejam na linha de frente nessa crise, com a liberação dos trabalhadores de grupo de risco. Mais do que nunca, esses trabalhadores precisam de condições dignas de trabalho, por isso, lutemos contra os cortes de salário impostos a eles, que se colocam em risco todos os dias para salvar vidas.




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