Educação

FAÍSCA UFMG

Ainda dá tempo de construir uma plenária unificada sobre programa para o DCE da UFMG

Semana passada nós da juventude Faísca Anticapitalista e Revolucionária soltamos uma carta às e aos estudantes da UFMG, propondo a estes, suas entidades e organizações a organizarmos uma plenária para debater qual o programa é preciso para fortalecer nosso DCE como uma entidade militante contra Bolsonaro e Zema, unificando os estudantes que estão na vanguarda das mobilizações contra os cortes e os ataques na educação e ao meio ambiente. Frente ao grande apoio à iniciativa, acreditamos que ainda há tempo de organizá-la!

quinta-feira 12 de setembro| Edição do dia

Semana passada nós da juventude Faísca Anticapitalista e Revolucionária soltamos uma carta aos estudantes da UFMG, apresentando a proposta de que era necessário organizarmos uma plenária para debater qual o programa é preciso para fortalecer nosso DCE como uma entidade militante contra Bolsonaro e Zema, unificando as e os estudantes que estão na vanguarda das mobilizações contra os cortes e os ataques na educação e ao meio ambiente. Dirigimos o chamado para aqueles estudantes que estão à frente da batalha contra os ataques de Bolsonaro, às entidades estudantis que vieram sendo instrumentos de organização de base dos estudantes assim como às organizações que compõe atualmente a gestão do DCE, que são parte dos que se colocam, como nós da Faísca, no campo da oposição à esquerda da atual direção majoritária da UNE, que é composta por grupos do PT, UJS e Levante Popular da Juventude.

Essa carta foi muito bem recebida entre os estudantes, teve mais de 100 assinaturas e centenas que simpatizaram com a ideia em muitos cursos da UFMG. Até mesmo professores da universidade se entusiasmaram com a proposta, apoiando a iniciativa. A empolgação e o entusiasmo demonstrado com a carta mostra como podemos avançar para que, em uma das universidades mais mobilizadas do país, nosso movimento estudantil, o DCE e o conjunto das entidades se fortaleçam para os desafios que temos pela frente. Devemos incorporar novos setores de estudantes que querem debater e se organizar no movimento estudantil para se enfrentar com o governo Bolsonaro e essa extrema direita capaz de censurar livros LGBTs, não se importar com a Amazônia ardendo em chamas e que promove inúmeros cortes na educação pública como parte de garantir a manutenção dos enormes lucros dos empresários e o pagamento da ilegítima dívida pública.

Infelizmente, até agora nenhuma das organizações da atual gestão do DCE, às quais dirigimos o chamado, concordou com a proposta, apesar de que algumas tenham mostrado abertura ao diálogo. Cada organização está optando por fazer suas próprias reuniões separadamente, o que obviamente é legítimo, mas que está aquém das necessidades e desafios que os ataques nos colocam. Queremos reafirmar o chamado: ainda dá tempo para construir uma plenária aberta para debater de forma unitária e democrática com centenas de estudantes o programa e perspectivas para o DCE e nossas lutas.

A Faísca quer contribuir para este debate com algumas propostas de programa e de prática política para fortalecer o DCE e nossas entidades.

Frente aos ataques que estão em curso, precisamos defender a autonomia universitária, as cotas étnico-raciais e a garantia da permanência estudantil, batalhando também para que a UFMG seja linha de frente da luta contra o Future-se e que batalhemos por outro projeto de universidade: que seja a serviço da classe trabalhadora e do povo pobre, acabando com o filtro social do vestibular.

Para nós essa luta deve ser com a auto-organização dos estudantes e, por isso, as entidades devem batalhar pela conformação de uma coordenação nacional de representantes eleitos em assembleias de base nas federais, para unificar a nossa luta a partir da participação política de amplas camadas de estudantes de cada curso ou local de estudo, tendo estes o direito de eleger e revogar seus representantes em cada momento de mobilização.

Consideramos que é uma tarefa de primeira hierarquia a luta contra os golpistas e suas medidas autoritárias, portanto, é preciso fortalecer a luta pela liberdade do Lula. A Vaza Jato confirmou o que já se sabia: que a Lava Jato é uma operação imperialista, a serviço de impedir que o povo votasse em quem quisesse e, assim, impor ataques mais profundos e acelerados que o PT, em especial no governo Dilma, vinha fazendo. Essa luta deve se dar sem prestar apoio político ao PT que, baseado na conciliação de classes, abriu caminho para o golpe institucional.

Lutando em defesa das mulheres, negros e LGBTs, exigimos justiça para Marielle. Contra o avanço desenfreado sobre nossos recursos naturais defenderemos, por exemplo, o fim dos convênios da UFMG com a Vale, que todas as pesquisas hoje realizadas na universidade por esses convênios se voltem para ajudar as populações atingidas pela lama capitalista que devastou cidades inteiras como Brumadinho, lutando para que essa empresa seja estatizada sob controle dos trabalhadores e da população.

Assine você também o chamado da plenária aberta do movimento estudantil da UFMG aqui e venha batalhar com a Faísca por essas propostas.




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