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AGRONEGÓCIO

Agronegócio recebe bilhões em investimentos, enquanto população afunda na perda de direitos

Entre julho e dezembro de 2021 foram R$54,7 bilhões de investimentos ao Agronegócio por via do Banco do Brasil. O plano de reestruturação do BB, planejado por Guedes e Bolsonaro, irá garantir ataques contra os trabalhadores bancários, fechamento de agências para o público mais pobre e garantia de atendimento ao setor do Agronegócio. Enquanto a classe trabalhadora afunda na pobreza e perde direitos, o processo de desindustrialização aumenta, o agronegócio cresce e os golpistas vão cumprindo com seu dever de subordinação do país ao imperialismo.

terça-feira 23 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Ministério da Agricultura

O vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil (BB), João Rabelo, disse nesta terça-feira em evento online que o banco liberou para o setor agropecuário R$ 54,7 bilhões entre julho e dezembro do ano passado, primeiro semestre da safra 2020/21. Isso enquanto os trabalhadores e a juventude têm seus direitos atacados, destruídos e a precarização da vida está sendo implementada como uma crescente por este regime golpista que atua para garantir o lucro dos empresários do Agronegócio, enquanto nem comida a maior parte dos brasileiros possuem dentro de casa.

Rabelo lembrou que o BB concedeu R$ 8 bilhões em custeio antecipado para a safra 2020/21, ofertados há um ano, e que, para a próxima safra, 2021/22, serão R$ 16 bilhões. O executivo explicou que não estão inclusos nos R$ 16 bilhões outros R$ 4 bilhões do Pronaf (programa que atende agricultores familiares), disponíveis até junho deste ano. Para este público, o BB também está executando um projeto piloto de oferta de seguro rural, que já alcançou 260 mil hectares protegidos, de acordo com Rabelo.

Além disso, o Banco do Brasil está atuando para também aumentar o atendimento ao agronegócio. "Estamos colocando mais gente à disposição do agro no BB, mais de 2 mil colaboradores", afirmou Rabelo. Assim, em meio a uma reestruturação - montada por Paulo Guedes e Bolsonaro exatamente para atacar a população e passar os interesses do Agronegócio a frente - que quer cortar 5 mil funcionários e fechar mais de 300 unidades de atendimento para a população, o Banco do Brasil anunciou a abertura de 14 agências voltadas para o agronegócio.

Há anos o país passa por um processo intenso de desindustrialização e aumento do agronegócio, assim alinhando o país a subordinação do imperialismo que para cobrir a crise do capital de 2008 apoiou e foi uma força motriz para o golpe institucional em 2016, tirando o PT que já vinha fazendo os ajustes contra a classe trabalhadora, mas não no ritmo acelerado que o imperialismo tinha interesse. Para isso, os imperialistas tiveram a atuação dos militares, poderes legislativos, executivos e judiciários, principalmente o STF, para garantir que seus desejos seriam garantidos, isso em prol de lucros exorbitantes enquanto a classe trabalhadora afunda na pobreza.

Veja aqui: Agronegócio, desindustrialização e subordinação ao imperialismo.

Contém conteúdo da Agência Estado.




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