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Agrotóxicos | Agronegócio quer liberar agrotóxico que pode causar câncer e Parkinson

O agrotóxico foi proibido em 2017 pela Anvisa por ter tem relação com o desenvolvimento da doença de Parkinson e com mutações genéticas que podem causar câncer. O veneno esteve relacionado à morte de quase 140 pessoas no Brasil.

segunda-feira 31 de janeiro | Edição do dia

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) pede liberação emergencial do paraquate, agrotóxico que foi proibido em 2017 pela Anvisa e foi definido um período de três anos, até 2020, para acabar com o estoque.

O agronegócio pede a liberação alegando que o agrotóxico usado como substituto, o diquate, está em falta no Brasil e teve aumento de preço. A exportação de soja, entretanto, teve receita recorde ano passado: foram R$1,4 bilhões, uma alta de 1.210,9% em relação a 2020.

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A substância que o agronegócio pede a liberação foi banida no Brasil por ter relação com o desenvolvimento da doença de Parkinson e de mutações genéticas que podem levar ao câncer. O veneno é proibido na Europa e, em 2018, o Brasil foi o país que mais exportou do agrotóxico: foram compradas 9 mil toneladas do produto.

O agronegócio no Brasil usa de agrotóxicos obsoletos na tentativa de aumentar seus lucros a qualquer custo, inclusive sob as vidas brasileiras. A substância está relacionada a 530 intoxicações no Brasil, 138 acabaram em morte: 93% delas registradas como suicídio.

O agronegócio ainda tem o apoio do Estado: o governo temer acelerou a liberação de agrotóxicos e, no governo Bolsonaro, a liberação aumentou ainda mais: em 2018, 449 registros foram realizados, em 2019 o número subiu para 474, e em 2021 550 novos venenos foram autorizados.

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