Sociedade

VIOLÊNCIA NOS TRENS DO RIO

Agressão racista de seguranças da SuperVia contra camelô e homem que filmou a ação

Na manhã de quarta-feira, 15, dois seguranças do consórcio SuperVia, que administra as linhas de trem no Rio, agrediram um camelô sem nenhum motivo aparente. O jovem que filmou a ação também foi ameaçado. A filmagem da ação dos seguranças viralizou nas redes.

sexta-feira 17 de fevereiro de 2017| Edição do dia

O jovem Kelvin Freitas foi quem filmou a absurda ação dos seguranças da SuperVia. Segundo ele, o camelô teria sido brutalmente agredido pelos agentes por estar sem camisa. Veja a postagem que foi feita com fotos do camelô ensanguentado e cenas dos policiais agredindo ele até que ele caia na via do trem:

Freitas também afirma que os seguranças tentaram agredi-lo também por ele ter filmado a ação contra o camelô. Ele ainda disse que PMs presentes no local se recusaram a tomar qualquer providência contra os seguranças.

A postagem, até o momento de redação dessa notícia, já havia atingido mais de 12 mil compartilhamentos no Facebook. De acordo com Kelvin, ele foi contatado por "autoridades competentes" depois da grande repercussão de suas fotos e vídeos.

Quem anda na SuperVia, além de passar raiva pela precariedade do serviço e seu preço absurdo (R$ 4,20 a tarifa), sabe que ações como essa não são incomuns, e que a brutalidade tanto dos seguranças privados quanto de policiais contra comerciantes ou usuários do sistema ferroviário é comum, e, como nesse caso, possuem um caráter expressamente racista.




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