Política

DITADURA MILITAR

Agente da ditadura confessou matar Fernando Santa Cruz, contrariando mentira de Bolsonaro

terça-feira 6 de agosto| Edição do dia

Contrariando as fake news de Jair Bolsonaro sobre a ditadura e a morte de Fernando Santa Cruz, o ex- delegado mostrou para investigadores da Comissão Nacional da Verdade o forno que incinerou o corpo do militante de esquerda e pai do presidente do OAB, Felipe Santa Cruz, e de mais 11 presos políticos mortos pelo regime militar no Rio de Janeiro. Essas informação são do BuzzFeed

De acordo com relatos da pesquisa do site e de acordo com o próprio ex delegado, a incineração acontecia em um forno da usina de açúcar Cambahyba. Cláudio Antonio Guerra de 78 anos de idade, foi denunciado pelo Ministério Público Federal por ocultação e destruição de cadáveres. Ele admitiu que cometeu crime primeiramente no livro “Memória de uma guerra suja”, dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, em 2012. Dois anos depois contou para Comissão Nacional da verdade

Neste livro, Guerra faz um relato detalhado sobre seu envolvimento em mais de cem assassinatos. O delegado liderou o Esquadrão da Morte na versão capixaba. De acordo com o Procurador da República Guilherme Garcia Virgílio “foi o autor intelectual e participante direto na ocultação e destruição de cadáveres de pelo menos 12 pessoas, nos anos de 1974 e 1975.”

Bolsonaro tenta reescrever a historia através com fake news, pois ele quer abrir caminho para os militares e tentar buscar uma nova legitimação com as forças armadas. Além disso, ele também tenta reescrever a história com fake news para aprofundar o autoritarismo contra os trabalhadores, para assim implementar a sua agenda de ataques.

Além disso, mentir sobre a ditadura militar é parte do projeto da direita e da extrema direita de fazer com que a classe trabalhadora perca referência daqueles que já lutaram, para que ela possa continuar sua luta.




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