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CHANTAGEM

Agências de risco chantageiam se Temer não aprovar Reforma da Previdência

Agências de classificação de risco como a S&P Global Ratings e a Moodys ameaçam rebaixar a nota do Brasil e manter a avaliação pessimista de crédito caso o governo não aprove a Reforma da Previdência antes do início do período eleitoral, em 2018.

sábado 14 de outubro| Edição do dia

Foto: Exame Hoje

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings, em declaração feita pela internet, durante apresentação sobre as perspectivas para os países emergentes afirmou que “o que nós procuramos agora não é uma estabilização milagrosa do endividamento, porque ele vai continuar crescendo nos próximos 3 ou 4 anos facilmente, sob qualquer cenário”, afirmou. “O que estamos olhando é se o governo pode dar alguns passos agora, antes das eleições de 2018, para dar mais espaço para o próximo governo lidar com essa questão (do endividamento)”.

Se apoiando na ameaça estrangeira, o ministro Henrique Meirelles afirmou durante Conferência Econômica sobre o Brasil em Washington: “Nós temos dito – e várias vezes repetido – que a aprovação da Reforma da Previdência é fundamental para a sustentabilidade a longo prazo das contas públicas no Brasil, e que quanto mais cedo isso ocorrer, melhor”

Sustentabilidade para quem?

As ameaças da rapina estrangeira endossadas pelo Ministro da Fazenda escancaram que a única sustentabilidade com a qual estão preocupados não é a da vida de milhões de trabalhadores brasileiros e sim com a sustentabilidade dos bancos credores da dívida pública, que multiplicam seus lucros astronômicos se alimentando da miséria e precarização da vida nos países devedores.

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Pagar em dia a dívida pública que só cresce significa sangrar os investimentos mais básicos em saúde e educação, significa jogar milhões de trabalhadores na precariedade do fim dos direitos trabalhistas, fazendo ainda com que trabalhem precarizados até morrer.

A Reforma Trabalhista entra em vigor em novembro fazendo dos direitos trabalhistas terra arrasada. No dia 10 deste mesmo mês está sendo chamado um dia nacional de luta contra as reformas que, precisamos que ultrapasse os estreitos marcos que as direções das centrais como a CUT e a CTB querem dar, exigindo a organização pela base.

Diante das ameaças que vem de dentro e de fora do país, é fundamental retomar o caminho da greve geral com a perspectiva de tomar os nossos sindicatos para a mão dos próprios trabalhadores e tomando o exemplo do Rio Grande do Sul organizar a luta contra os ataques.




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