CUNHA NA CADEIA?

Advogado de Cunha quer que ex-deputado não seja transferido para o presidio

De acordo com site da revista Exame, o advogado de Eduardo Cunha pediu ao Supremo Tribunal Federal que seja suspensa a transferência do ex-presidente da Câmara dos Deputados da sede da Polícia Federal em Curitiba para o Complexo Médico Penal, na região dos Pinhais, no Paraná. Cunha está preso há dois meses, e foi transferido nesta segunda feira, 19, por determinação do juiz Sergio Moro, da décima terceira Vara Federal de Curitiba.

segunda-feira 19 de dezembro de 2016| Edição do dia

A policia afirma que há superlotação na própria sede como justificativa para transferir o ex-deputado Eduardo Cunha, o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro para o CMP. Já a defesa de Cunha quer que ele volte para a sede da Policia Federal porque entende ser importante para a comunicação com o cliente.

De acordo com advogados, Cunha é "o único dos três custodiados que não sofreu responsabilização penal, ou, melhor dizendo, juízo de culpa definitivo, tendo sobre si – é necessário frisar – toda a extensão do manto da determinação constitucional da não-culpabilidade". A defesa do deputado afirma que "Percebe-se, de fato e sem nenhuma dificuldade, que ao ora requerente é dispensado tratamento mais gravoso do que àqueles que já sofreram processo de imputação de responsabilidade, o que, na mesma medida que evidencia desproporcionalidade, ressalta a ilegalidade”.

A defesa de Cunha diz que a transferência é pressão para que ele faça um acordo de delação premiada. De acordo com a palavra de seus advogados “A transferência do ora requerente é justificada tão somente pela ânsia e pela busca de que este, conforme maciçamente divulgado pela mídia, celebre acordo de colaboração premiada, o que a defesa, além de não aceitar, não compreende: não há como legitimar um ‘modus operandi’ de persecução penal que, às claras, objetiva submeter um sujeito de direitos fundamentais – neles incluídos a dignidade da pessoa humana, evidentemente -, mediante pressão, pela via do encarceramento – e, consequentemente, da estigmatização e da desumana violência psíquica -, ao furor negociador de uma acusação pública”.

Com mais uma ação seletiva, a Lava Jato quer fazer com o ex-deputado federal Eduardo Cunha faça uma delação premiada. O juiz Sergio Moro sabe que se Eduardo Cunha aceitar delação premiada, ele entrega boa parte dos deputados, ministros e até o presidente (golpista) Michel Temer. Mesmo que seja contra a vontade de Cunha, pois isso levaria uma instabilidade ainda maior no regime, a tentativa de fazer com que o ex-deputado faça delação premiada e a delação da Odebrecht, indica que a Lava Jato, assim como fez a Mãos Limpas, quer trocar os atuais políticos da ordem, por outros que consigam atacar os trabalhadores e demais setores populares da sociedade.




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