Educação

DIREITA NA ESCOLA

Adolescente que matou colegas na escola elogiava Hitler, Trump e defendia Bolsonaro presidente

Adolescente que assassinou colegas de sala na escola em Goiânia tinha como referencia Adolf Hitler e outras figuras reacionárias e fascistas. A tragédia da escola de Goiânia mostra o reflexo vivo dessas ideologias racistas, homofóbicas, machistas e de ódio aos trabalhadores, às pessoas pobres e imigrantes.

domingo 29 de outubro| Edição do dia

Em uma reportagem feita pela revista Veja, comprova que o adolescente, filho de militares, elogiava as ditaduras militares e defendia Bolsonaro como presidente. Essa tragédia é um exemplo vivo de como se expressa na pratica as ideias fascistas e de direita, enquanto os parlamentares querem votar o projeto "Escola sem Parido" que deve disseminar ainda mais essas ideias e impede que se discuta história e política, e que se desenvolva um senso crítico nos jovens.

Segundo a reportagem, reproduzida no jornal Carta Capinas: “Apesar do bom desempenho do estudante, seus pais foram chamados duas vezes à escola entre 2016 e 2017. No início do ano passado, a diretoria recomendou que eles procurassem um psicólogo que pudesse ajudar o filho a vencer a timidez. Ele chegou a fazer sete sessões de terapia, mas parou depois de a psicóloga dizer aos pais que o rapaz não tinha nenhum problema e que era “promissor”. No início de 2017, professores voltaram a chamar os pais porque notaram que ideias estranhas estavam começando a aparecer na cabeça do garoto. Nas redações, passou a exibir um viés exageradamente radical, fora do comum para a idade. Em um trabalho sobre ética, louvou o regime militar, desenhou suásticas em folhas de caderno e nos próprios braços. Os policiais encontraram o símbolo nazista riscado na madeira da cama do jovem. Na escola, colegas relatavam que ele dizia admirar Adolf Hitler. A advogada da família, Rosângela Magalhães, afirmou que os parentes desconheciam a simpatia do adolescente por Hitler, mas confirmou seu hábito de desenhar suásticas, apesar de declarar que isso não passava de “brincadeira de menino que quer se fazer de mau mas não sabe direito o que o dístico significa”.

O menino tentava convencer seus colegas de que o Nazismo foi algo positivo, segundo a reportagem que teve acesso a mensagens do adolescente.

“Municiado de links que levavam a sites de notícias evidentemente falsas, tentou argumentar com o amigo que o nazismo fora positivo para a humanidade. Compartilhou fotos e vídeos sobre “os benefícios do nazismo” e “a farsa do Holocausto”, além de discursos do Führer. Diante da descrença do colega, chamou-o de “ignorante”. Em outra mensagem, o interlocutor lhe pede que não fale sobre nazismo na frente de sua família. “Vc não pode xingar nem falar de Hitler na minha casa, ok?”. “É claro, eu jamais faria isso. A culpa não é minha se sua mãe acha que o Holocausto é real”, respondeu ele. “Tá, mas não discute com a minha mãe, senão você nunca volta para minha casa, ok?” “O quê? Eu discuti com sua mãe comunista? Eu nunca faria isso.” Nas trocas de mensagens, o adolescente também defende outros ditadores (Augusto Pinochet e Benito Mussolini, entre eles) e mostra-­se admirador do presidente Donald Trump e do deputado Jair Bolsonaro, a quem chama de “futuro presidente””.

O ódio a ideias comunistas e a saudação a ditadores, e figuras atuais que defendem políticas xenofóbicas e racistas, como Donald Trump e Bolsonaro,mostra uma mente influenciada por ideias de ódio, que vêm crescendo em meio à crise econômica e política que atinge o Capitalismo atualmente.

Dessa forma, não trata-se de um problema isolado ou individual, mas sim da expressão dessas ideias que vemos apresentadas nas mídias e por políticos no parlamento. Como foi visto durante a votação do golpe institucional onde Bolsonaro votou em nome de ditadores, como o Ustra, e pelas "pessoas do bem".

Essas ideias devem ser combatidas pela raiz pelos trabalhadores, jovens, mulheres, negros e LGBTs.




Tópicos relacionados

Educação

Comentários

Comentar