Gênero e sexualidade

CONTAGEM REGRESSIVA 8 DE MARÇO - FALTAM 16 DIAS

Adolescente de 12 anos é estuprada pelo padrasto e seu amigo

A 16 dias do 8M Uma adolescente de 12 anos vinha sendo violentada sexualmente pelo padrasto, segundo as investigações, há pelo menos dois anos. Além do padrasto, a menina também era estuprada por um amigo dele, que após ter assistido um dos abusos passou a exigir manter relações sexuais com a adolescente em troca de silêncio.

Grazieli Rodrigues

Professora da rede municipal de São Paulo

sábado 18 de fevereiro de 2017| Edição do dia

Caldas Novas, em Goiás, foi cenário de mais um caso absurdo de estupro e aliciamento de menores. Uma adolescente de 12 anos vinha sendo violentada sexualmente pelo padrasto, Weber Aparecido, de 45 anos, segundo as investigações, há pelo menos dois anos. Além do padrasto, a menina também era estuprada por um amigo dele, Wellington Soros, de 27, que após ter assistido um dos abusos passou a exigir manter relações sexuais com a adolescente em troca de silêncio.

O caso só foi descoberto a partir de mensagens de áudio encontradas no celular da adolescente durante as férias na casa do pai, que suspeitou das mensagens e foi cobrar explicações com o padrasto dela, mas foi ameaçado de morte.

Uma das mensagens dizia: "Cadê você, menina, aparece; eu quero quatro fotos, manda logo que estou com pressa”. Após a denúncia do pai da adolescente, ela e a mãe também passaram a ser ameaçadas para que voltassem para casa, o padrasto foi preso quando se preparava para ir atrás delas em Nova Crixás - onde estavam escondidas – para matá-las.

O padrasto e seu amigo, ambos presos, responderão por aliciamento de menores, estupro de vulnerável e mediação para lascívia de outrem.

Esse é mais um caso absurdo da violência cotidiana que as mulheres sofrem, que faz do estupro uma cultura encarada com naturalidade e que todos os dias mata milhares de mulheres no Brasil e no mundo.

Junto a essa violência se evidencia também a intenção do estuprador de matar a esposa e a enteada quando essas tentaram reagir, isso tem nome e é feminicídio, o mesmo crime que matou Isamara e mais oito mulheres de sua família na noite de réveillon em Campinas.

Num momento em que tem se discutido tão profundamente a violência contra a mulher é lamentável que a realidade se imponha de maneira tão brutal nos chocando dia a após dia, com tantos casos de violência de gênero, e que contraditoriamente nós ainda tenhamos que brigar pelo reconhecimento da importância desse debate nas escolas e em todos os espaços.

Só com a luta das mulheres contra esse sistema capitalista, essa cultura machista e do estupro teremos possibilidade de construir um mundo onde possamos viver sem medo, onde mais nenhuma mulher seja estuprada ou morta.




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