Política

GOVERNO TEMER

"Acusados de corrupção todos somos", é o que quis dizer Jucá defendendo Moreira Franco

Jucá, braço direito de Temer, defende a nomeação ministerial de Moreira Franco, citado na Lava Jato, com uma confissão de culpa, estão todos citados.

sexta-feira 3 de fevereiro de 2017| Edição do dia

O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), minimizou as críticas, inclusive da base aliada de seu governo golpista, de que a nomeação de Moreira Franco para o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência por meio de medida provisória tem por objetivo garantir a ele foro privilegiado, argumento que elevou às alturas celestiais os gritos dos tucanos e da mídia quando Dilma buscou nomear Lula.

Moreira foi citado em delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Mello Filho. A MP editada nesta sexta-feira, 3, dá a prerrogativa a Moreira Franco de responder a eventuais investigações criminais somente perante o Supremo Tribunal Federal (STF). "Mencionado na Lava Jato, todo mundo vai ser de alguma forma, ainda mais quando querem dar essa visão geral de que toda doação de campanha é irregularidade", rebateu Jucá. A tradução dessa frase é "Acusado de corrupção todos somos, se não puder nomear alguém assim não teremos nenhum dos principais partidos sendo governo nesse país"

"Não vejo problema para o Moreira, Padilha nem comigo", completou ele, referindo-se também ao seu caso e ao de ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, também citados em delações da Odebrecht. O peemedebista disse que Moreira já vinha atuando como um "ministro" no governo Temer e que, com a MP, ele terá uma série de novas atribuições, como cuidar da comunicação do Executivo.

Trata-se de uma versão especial, típica da elite política nacional, da moral bíblica quem nunca pecou que atire a primeira pedra, uma versão digamos "propinada" do novo testamento.

O que há de mais surpreendente na declaração não é seu descaramento, é como os paladinos da moral como a mídia e o MPF não tomaram nenhuma ação. O PT, por sua vez, está ensaiando usar os mesmos argumento exprimidos por Gilmar Mendes contra Lula, dessa vez contra Moreira e Temer. Naquela ocasião o argumento era de inconstitucionalidade, agora seria constitucional?




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