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TRABALHO ESCRAVO

Acusado de trabalho escravo, candidato Flávio Rocha reclama de fiscalização da exploração

Flávio Rocha, ex-presidente da empresa de roupas Riachuelo, e atualmente pré-candidato à presidência pelo PRB, teve sua empresa acusada pelo Ministério Público do Trabalho de manter trabalhadores em situação análoga à escravidão. Nessa quarta-feira, reclamou que a fiscalização desse tipo de trabalho tende exagera para defender o trabalhador.

sexta-feira 20 de abril| Edição do dia

O empresário estava em um evento com investidores, promovido pelo banco Santander, declarou a jornalistas que há um vazio legislativo na fiscalização do trabalho escravo, acusando de se pautarem por critérios subjetivos ou de segunda ordem.

Ele que fez sua fortuna com base na superexploração do trabalho, teve contra sua empresa uma ação do MPT em que o acusava de contratar oficinas de costura com trabalhadores em situação análoga à escravidão, com salários drasticamente baixos e menos direitos trabalhistas. Nessas condições, ficou fácil para Rocha anunciar que bancará sua campanha eleitoral com dinheiro próprio.

O pré-candidato pelo PRB chegou a dizer no final de 2017 que a portaria sobre trabalho escravo “era ótima”, já que iria flexibilizar e tirar a autonomia dos fiscais dessa modalidade de trabalho. Se empolgou com a possibilidade dessa realidade decadente do capitalismo brasileiro se tornar ainda mais frequente, em especial no campo, aprofundando os resultados nefastos da Reforma Trabalhista.

Nessa semana, Flavio também defendeu que a desigualdade social no país não seria um problema, pois se fosse seria de “fácil solução”, já que as cinco maiores fortunas do país são superiores ao que ganham a maior parte da população pobre do país.




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