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Acusado de corrupção, Rogério Marinho é o novo secretário especial de Previdência e Trabalho

O novo secretário especial para Previdência e Trabalho nomeado por Bolsonaro é o deputado federal Rogério Simonetti Marinho do PSDB- RN, que conta com 5 processos abertos por corrupção. A secretaria é vinculada ao Ministério da Economia de Paulo Guedes.

segunda-feira 7 de janeiro| Edição do dia

Marinho está envolvido em inúmeras denúncias de corrupção. Em 2012 foi candidato a prefeito de Natal. De acordo com investigação da Polícia Federal, há indícios que na campanha Marinho cometeu crimes de falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Operação Manus, deflagrada em junho do ano passado, apreendeu provas em uma produtora em Natal envolvendo Marinho e também o ex-ministro e ex-deputado Henrique Alves (MDB-RN). As evidências indicam crime de caixa 2.

Rogério Marinho havia declarado à Justiça Eleitoral o pagamento de 499 mil reais à empresa A V Varela Souza ME para prestação de serviços para a campanha de 2012. No entanto, planilhas encontradas na investigação apontaram que o valor real do pagamento da campanha de Marinho para a empresa foi de 1,9 milhão de reais.

Entre os anos de 2012 a 2018 o deputado do PSDB também realizou a contratação de diversos serviços a ART&C Marketing Político. O valor repassado à empresa foi de mais de 284 mil reais e foi utilizada a cota parlamentar para o pagamento. A empresa pertence ao cunhado de Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) e foi apontada como uma das empresas usadas para lavagem de dinheiro em campanhas para Alves.

Rogério Marinho também foi relator da nefasta reforma trabalhista que alterou mais de cem artigos da CLT e retirou direitos históricos dos trabalhadores, precarizando ainda mais as condições e trabalho. Votou a favor do impeachment de Dilma Roussef, em 2016 e a favor da PEC dos gastos públicos (EC 95), que congela os gastos com saúde e educação. O deputado também tentou enquadrar os movimentos sociais na Lei Antiterrorismo e é defensor da reforma do Ensino Médio e do projeto Escola Sem Partido.

Apesar de sua campanha em 2018 ter sido a segunda mais cara de Natal, contando com a ajuda de grandes empresários beneficiados com a reforma trabalhista, o Rogério Marinho não foi reeleito, ficando com a segunda suplência do partido.

A equipe do governo Bolsonaro cada vez mais assume a cara corrupta e autoritária da direita. Para aquele que havia se comprometido no suposto combate a corrupção, tem espaço de sobra para acusados de caixa 2. Vale tudo para atacar os trabalhadores e manter os lucros dos patrões.




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