Amazônia

Acre decreta “Estado de Emergência” por conta de incêndios

Em continuação à grave crise ambiental causada pela sanha predatória de Bolsonaro e dos capitalistas que estarrece o país nessa semana com um corredor de fumaça (matéria suspensa, fuligem) em São Paulo, parte do Mato Grosso do Sul e Pará, seus efeitos levaram ao governador do Acre, Gledson Cameli (PP) a decretar nesta sexta-feira, 23, "estado de emergência em razão do desastre classificado e codificado como incêndio florestal"

sexta-feira 23 de agosto| Edição do dia

O decreto expedito pelo Governador Gledson Cameli do PP é um dos
episódios da catástrofe que estarrece o mundo essa semana com incêndios que
fazem a Amazônia ardem em chamas, incentivados pelo presidente Bolsonaro em
sua sanha pelo desmatamento das florestas do país. No decreto, atribuições
especiais são outorgadas à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, à Defesa Civil,
às Polícias Civil e Militar e ao Corpo de Bombeiros, conforme notícia Portal Online
do jornal Estadão.

Junto com o decreto uma série de medidas estão sendo tomadas para
“enfrentar a crise”. Todos os bombeiros disponíveis no Estado serão direcionados
para as ações de enfrentamento às chamas. Os agentes públicos poderão
determinar a evacuação dos moradores de imóveis em situação de risco. E
propriedades privadas podem ser usadas pelos agentes públicos "em caso de
iminente perigo público", com eventual indenização. Além disso, o governador,
chefe da Polícia Militar de seu estado, também orientou a polícia a atuar "de forma
repressiva, segundo a legislação vigente" nos incêndios, enquanto o Instituto do
Meio Ambiente do Acre (Imac) recebeu determinação de desenvolver campanhas
de sensibilização da população "quanto ao uso do fogo como crime ambiental". O decreto ainda cita "risco de colapso no sistema de abastecimento" de água nos
municípios de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba, Senador
Guiomard, Rio Branco, Porto Acre, Acrelândia, Bujari, Sena Madureira, Manoel
Urbano, Feijó, Tarauacá, e Cruzeiro do sul diante da seca que atinge o Estado, fator
que contribui para o descontrole dos incêndios.

Podemos verificar por meio dessas medidas, que os incêndios claramente
geram efeitos negativos sobre a vida da população principalmente aos mais pobres,
e sob os ricos empresários do agronegócio, responsáveis pela catástrofe, nenhum
aranhão sequer. Além disso, as medidas são de curtíssimo prazo, e não possuem o
caráter de um combate mais sistemático contra as causas última dos incêndios: a
sanha dos empresários do agronegócio (apoiado pelo próprio PP do governador do Acre) por lucros com chancela do presidente Jair
Bolsonaro.

Um plano de mais fôlego teria de prever a imediata suspensão de todos
repasses financeiros bilionários do plano Safra aos latifundiários e sua imediata
aplicação em planos de combate ao incêndio, reflorestamento e gestão das
florestas. Frente aos bilhões de dólares exportados anualmente em soja, milho e
carne às custas de devastação ambiental e humana, é preciso levantar uma
campanha pela estatização sem indenização de todas traders e seus bilionários
recursos financeiros, logísticos e tecnológicos.




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