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USP | Trabalhadores do bandejão da USP realizam ato pela vida

Trabalhadores do bandejão da USP estão paralisados desde a semana passada e realizam hoje, 26, um ato contra o surto de casos na Unidade. Denunciam a intransigência da Superintendência da SAS e da Reitoria da USP que não garantem testagem para os funcionários diante de uma explosão de casos de Covid, que já afeta 40% dos trabalhadores do bandejão.

quarta-feira 26 de janeiro | Edição do dia

Paralisados desde a semana passada, os trabalhadores do restaurante universitário da Universidade de São Paulo realizam hoje, 26, uma manifestação em defesa de condições sanitária seguras na Unidade, diante de um surto de casos de Covid que já afeta 40% dos trabalhadores do restaurante. Essa é também a data da posse do novo reitor, Carlos Gilberto Carlotti Jr.

Em praticamente todas as unidades da USP são dezenas de casos de Covid, mas a postura da Reitoria é exigir que os trabalhadores sigam trabalhando normalmente, sem garantia de testagem, gerando riscos às suas vidas e da comunidade universitária de conjunto, além de seus familiares, inclusive de estudantes, que têm ido se alimentar no bandejão nesse período. Sendo que a maioria do trabalho na USP poderia seguir sendo feito de maneira remota, já que a perspectiva é que os estudantes retornem presencialmente das férias somente a partir do dia 06/03.

Diante disso os trabalhadores da USP realizaram uma assembleia no dia 20/01 e aprovaram um indicativo de greve sanitária para esta semana caso a Reitoria não receba o sindicato e negocie a suspensão do trabalho presencial até a data da volta às aulas presenciais. A assembleia também votou a solidariedade aos trabalhadores do bandejão que estão enfrentando sem qualquer apoio da reitoria o surto de Covid em sua Unidade.

Os trabalhadores do HU, CSEB e demais unidades da USP estão exaustos e adoecidos depois de trabalharem por dois anos na pandemia em péssimas condições, com contratações apenas de médicos e enfermagem de forma precária e temporária, fazendo com que muitos fossem embora após poucas semanas de trabalho. Além disso, as restrições médicas não são respeitadas e os trabalhadores do grupo de risco continuam sendo expostos.

Com o fechamento da porta do gripário, os pacientes com sintomas gripais aguardam para abrir ficha no mesmo local que os demais pacientes do pronto-socorro e dos que serão internados, aumentando o risco de infecção por Covid. É preciso abrir a porta do gripário organizando a espera e abertura de fichas separadamente.

É urgente que a nova reitoria abra contratação imediata para todas as áreas dentro do Hospital Universitário, CSEB e demais unidades de saúde da USP para acabar com a sobrecarga de trabalho, liberar os trabalhadores do grupo de risco e permitir o pleno atendimento de trabalhadores, estudantes, professores e da população em meio à nova onda do Covid e os recordes de contágio com a variante Ômicron. A reitoria também deve organizar a fabricação de testes nos laboratórios da USP, testando semanalmente os funcionários, pois esta é a única forma de impedir a disseminação do vírus, preservar a saúde dos trabalhadores do HU, CSEB, bandejão e todas as unidades da USP.

A greve sanitária na USP deve tomar as demandas dos trabalhadores da saúde com toda força, unificando a categoria e defendendo o direito à saúde pública que os trabalhadores de toda a Universidade, bem como estudantes e professores sempre tiveram.

Veja também: A reitoria da USP quer que trabalhemos com Covid: o que precisamos diante da Ômicron?




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