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GREVE PETROLEIROS

Ação de grevistas de venda de gás a preço justo rompe cerco da mídia em Araucária-PR

Na cidade paranaense onde está instalada a Fafen, Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados que está sendo fechada pela Petrobrás e levando a demissão de mais de 1000 trabalhadores, entre efetivos e terceirizados, os grevistas realizaram uma ação de venda de botijões de gás e distribuição de alimentos, divulgada por uma mídia local.

quarta-feira 5 de fevereiro| Edição do dia

Os grevistas de Araucária começaram a venda de 300 botijões de gás de cozinha no valor de R$40,00 e distribuição de mil quilos de feijão. A ação ocorreu a partir do 12h na praça da Bíblia, centro da cidade, em frente à Câmara de Vereadores de Araucária.

É a primeira medida de greve que consegue romper com o cerco midiático, sendo divulgado pelo portal Plural e noticiado pelo programa Meio Dia Paraná. Batalhando pelo apoio popular à sua luta contra as demissões e privatizações, que vem ampliando a sua adesão em diversas unidades pelo país, tais ações são uma crítica dos petroleiros também à política de preços da Petrobrás e demonstrar a possibilidade de aplicar valores justos, diferente do que ocorre atualmente. Demonstram também, mesmo que simbolicamente, a capacidade da classe trabalhadora de responder às demandas profundas da sociedade

Os petroleiros, que estão em greve desde o dia 31, realizaram em diversas cidades do Brasil ações de venda de gás de cozinha e gasolina com preços reduzidos. Na manhã desta quarta-feira os petroleiros de Vitória/ES distribuíram cupons de desconto de R$2,00 no litro da gasolina. Os trabalhadores afirmaram que são contra a política de preços aplicada atualmente pela Petrobrás e com a ação buscam mostrar que é possível aplicar valores menores. A ação ocorreu na Reta da Penha, em frente ao prédio da Petrobrás e distribui 100 cupons de desconto.

Em Canoas/RS os trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini anunciaram que venderão 100 botijões de gás de cozinha pelo valor de R$40,00. A ação ocorrerá na tarde desta quarta-feira, a partir das 16h no bairro João de Barro, próximo à associação de moradores.

Tais ações remetem à recente luta dos trabalhadores franceses, quando os eletricitários cortaram a luz dos ricos e religaram em bairros pobres. Tais ações ocorreram em meio à uma greve de transportes que durou mais de 50 dias, em uma enorme batalha contra o governo e também contra a burocracia sindical que atuou como freio aos trabalhadores.

No Brasil tais ações demonstram a força da greve dos petroleiros, que é uma primeira batalha nacional desta categoria estratégica contra o governo Bolsonaro. É urgente cercar de solidariedade os trabalhadores em luta. As centrais sindicais, como CUT e CTB, e também os sindicatos e entidades estudantis como a UNE, além de DCEs e centros acadêmicos de todo o Brasil devem impulsionar ações de solidariedade à greve e ser parte de furar o bloqueio midiático que a imprensa capitalista vem fazendo para isolar os trabalhadores. Os parlamentares de esquerda como os do PSOL devem utilizar todo alcance midiático de seus mandatos para dar visibilidade e gerar solidariedade com os petroleiros.




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